Deputado propõe salário mínimo de R$ 100 mil: “Vamos entrar no clima do fim da 6×1”
Mauricio Marcon protocolou projeto de lei como forma de debochar da Proposta de Emenda à Constituição de Erika Hilton
Como forma de debochar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso, o deputado Mauricio Marcon (PL-RS) protocolou nesta terça-feira, 5, na Câmara, um projeto de lei que fixa o salário mínimo em 100 mil reais. Atualmente, o mínimo é de 1.621 reais.
“O valor líquido nominal do salário mínimo, a ser aplicado a partir de 2027, será de 100 mil reais, com correções anuais posteriores na ordem de, no mínimo, 50% sobre o valor nominal líquido estabelecido pelo presente dispositivo”, diz o texto.
No X, Marcon ressaltou que se trata de uma ironia: “Acaba de ser protocolado por mim o projeto que aumenta o salário mínimo para 100 mil reais, com reajustes anuais de 50%. Se as pessoas querem o impossível e só os mentirosos podem satisfazê-las, vamos entrar no clima do fim da 6×1 sem redução salarial e prometer também o impossível!“, escreveu.
Na justificativa do projeto, ele afirma que o Congresso, capitaneado por partidos de “extrema-esquerda” e completamente respaldado pelo governo Lula (PT), decidiu abraçar a magia como “motor último de suas decisões e proposições”, e, dessa forma, é justa “uma proposição também mágica para a valorização do salário mínimo“.
“Esta proposição surge, pois, através de um Deputado Federal, uma vez que, em uma realidade paralela onde não se demanda observação de estruturas postas, não há que se observar meros textos regentes de iniciativa para projetos ou iniciativas similares”.
Marcon prossegue: “Ademais, a presente proposição não apresenta qualquer estudo de impacto, uma vez que, como bem demonstrado pela PEC 8/2025, de autoria da Deputada Federal Erika Hilton e cuja aprovação se demonstra iminente, a necessidade outrora exigida para toda e qualquer proposição passou a ser solenemente desconsiderada pelo Parlamento”.
O projeto de Marcon aguarda a Mesa Diretora da Câmara definir por quais comissões vai tramitar. A PEC da deputada Erika Hilton, por sua vez, está sendo analisada por uma comissão especial.; o relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA) prevê que a votação no colegiado ocorrerá em 26 de maio.
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