Trump fala em retirar “muito mais” do que 5 mil soldados da Alemanha
Presidente dos EUA diz que vai “reduzir drasticamente” a presença militar americana no país europeu
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), afirmou neste sábado, 2, que pretende reduzir “drasticamente” a presença militar americana na Alemanha.
A declaração foi feita em West Palm Beach, na Flórida, após o Pentágono já ter anunciado a retirada de 5 mil soldados.
Segundo Trump, o corte será maior do que o já previsto.
“Vamos reduzir drasticamente, e vamos cortar muito mais que 5.000”, disse o presidente ao falar com jornalistas antes de embarcar no Air Force One.
A fala foi feita em meio a uma crise diplomática entre os EUA e a Alemanha, após divergências públicas envolvendo a guerra no Irã e críticas do chanceler alemão Friedrich Merz.
O Pentágono afirmou que a medida faz parte de uma reavaliação da presença americana no continente europeu.
Segundo o porta-voz Sean Parnell, a decisão “segue uma revisão completa da presença militar do Departamento na Europa e leva em consideração as necessidades e condições no terreno”.
Atualmente, há mais de 36 mil militares americanos na Alemanha em serviço não ativo. As tropas estão distribuídas em bases estratégicas, como Ramstein, usada em operações no Oriente Médio, e Stuttgart, sede de comando para Europa e África.
A decisão gerou reação imediata de aliados europeus e da Otan, que passaram a defender maior autonomia de defesa do continente.
O governo alemão afirma, porém, que a presença americana ainda é fundamental para a segurança regional.
A retirada ainda não tem detalhes definidos sobre quais bases serão afetadas ou para onde as tropas serão deslocadas. A expectativa é de que o processo seja concluído em até 12 meses.
Leia também: Europa precisa assumir própria defesa, diz ministro alemão
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Comentários (1)
Márcio Roberto Jorcovix
03.05.2026 10:36O Trump não é o Estados Unidos como ele pensa, mas está isolando os Estados Unidos do resto do mundo e não sei se dará tempo de outro presidente assumir antes dele levar o país para o buraco. A China agradece