Procedimentos realizados por Lula não atrapalharão campanha, diz médico
Presidente removeu queratose na cabeça e foi submetido a uma infiltração no punho direito para combater tendinite no polegar
O cardiologista Roberto Kalil Filho afirmou nesta sexta-feira, 24, que os procedimentos cirúrgicos aos quais o presidente Lula (PT) foi submetido hoje no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, não atrapalharão a campanha à reeleição.
“A resposta é não. Ele vai voltar à atividade normal daqui a alguns dias, por coerência. Tem uma agenda na segunda-feira que ele já queria ir, no interior de SP até. Por coerência, espera um pouquinho, tem uma ferida na pele, espera alguns dias, não muda nada”, declarou o profissional ao lado da dermatologista Cristina Abdalla, que fez o procedimento para remoção de uma queratose no couro cabeludo do petista.
Além dessa remoção, foi feita a aplicação de uma infiltração no punho direito de Lula para combater tendinite no polegar.
Os dois procedimentos ocorreram sem problemas e o presidente já teve alta hospitalar. Kalil ressaltou que não atrapalharão o dia a dia da campanha, e que o máximo que acontecerá é o político aparecer de chapéu e com um curativo na cabeça, que permanecerá por um mês até cicatrizar a ferida operatória.
A recomendação médica é que o petista evite grandes eventos nos próximos dias. “Agora é o acompanhamento. A lesão foi retirada e agora é o acompanhamento”, pontuou Kalil.
“É uma lesão de pele, essas lesões são oriundas da exposição solar. Por isso que a gente fala tanto da proteção solar, isso é muito comum, é a lesão mais comum de pele com relação ao sol, a gente pode falar até do planeta terra. Então, é muito comum os pacientes terem esse tipo de lesão, que cresce, e quando cresce a gente tem que tirar, porque senão aquilo vai crescendo, não cicatriza, sangra. Mas é uma lesão localizada e a conduta é a gente fazer a remoção”, explicou Cristina Abdalla.
Lula é pré-candidato à reeleição. Ele deve enfrentar nas urnas este ano o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), entre outros.
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