Lula passará por dois procedimentos cirúrgicos nesta sexta
Presidente trata lesão no couro cabeludo e inflamação no punho direito, e será atendido no Hospital Sírio-Libanês, SP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será submetido a dois procedimentos médicos nesta sexta-feira, 25, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A agenda prevê a remoção de uma queratose no couro cabeludo e a aplicação de uma infiltração no punho direito para combater tendinite no polegar.
A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) informou que as intervenções são de baixa complexidade, dispensam internação e não impõem restrições ao calendário presidencial.
Lesão na pele e inflamação no tendão
A queratose é uma condição dermatológica caracterizada pelo espessamento da camada externa da pele, com textura áspera ou descamativa. Há diferentes variações da doença: a actínica, associada à exposição prolongada ao sol e classificada como pré-maligna por seu potencial de evolução para carcinoma espinocelular; a seborreica, de natureza benigna e ligada ao envelhecimento; e a pilar, que se manifesta como pequenas erupções nos braços e nas coxas.
A dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que a condição vai além de um simples acúmulo de células: “Dependendo do tipo de queratose, pode haver alterações também em camadas mais profundas da epiderme. A actínica, por exemplo, é considerada uma lesão pré-maligna e deve ser tratada e acompanhada. Se não for tratada, ela pode evoluir para um carcinoma espinocelular”.
Já a tendinite corresponde à inflamação de um tendão, estrutura que une músculo ao osso. O tratamento por infiltração consiste na injeção de anti-inflamatórios, geralmente corticoides, diretamente no local afetado, sendo indicado quando repouso e fisioterapia não produzem melhora.
Como é feita a remoção da queratose
A cauterização é o método mais comum para eliminar lesões de queratose e pode ser realizada de três formas: com bisturi elétrico (eletrocauterização), com aplicação de ácido diretamente na lesão (cauterização química) ou com nitrogênio líquido (criocirurgia). Carlos Barcaui, presidente da SBD, descreve uma das técnicas: “Você toca o ácido na lesão e espera ela ficar branca. Em seguida aquilo depois forma uma casca e cai sozinho”.
O procedimento é feito em consultório, com anestesia local quando necessário, e tem duração de poucos minutos. Maciel destaca que a recuperação é imediata: “No couro cabeludo isso é bastante comum para tratar lesões benignas ou até mesmo pré-malignas”. Além da cauterização, existem alternativas terapêuticas como cremes, laser e cirurgia convencional.
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Comentários (1)
Marcel Hirsch
23.04.2026 19:35Torcendo ansiosamente para que o Brasil se libere.