Zema diz ter “mais um motivo” para levar pré-candidatura “até o final”
Ex-governador mineiro promete "intensificar" combate aos "intocáveis" do STF
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira, 20, que levará sua candidatura à Presidência da República “até o final”.
Questionado se será vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), o político mineiro afirmou destacou que o ex-presidente Jair Bolsonaro defende a presença de múltiplas candidaturas da direita no primeiro turno.
“Eu respeito o Flávio, estive com o pai dele [Jair Bolsonaro] em agosto… o próprio Bolsonaro é favorável de que a direita tenha diversos candidatos. É o mesmo que aconteceu recentemente no Chile e que acabou elegendo um candidato de direita. Nós estaremos, sim, todos juntos no segundo turno”, disse à GloboNews.
Zema acrescentou que ganhou “mais um motivo” para manter a candidatura, após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedir a inclusão de seu nome no chamado inquérito das fake news.
“Mas eu levarei minha candidatura até o final e a partir de hoje eu ainda tenho mais um motivo para levá-la adiante, que é estar combatendo essa farra dos intocáveis, que eu já estava e agora vou intensificar”, diz.
Inquérito das fake news
Gilmar Mendes pediu ao colega Alexandre de Moraes, por meio de notícia-crime, a inclusão do ex-governador Romeu Zema no famigerado inquérito das fake news.
Como de costume, o pedido é sigiloso e já foi encaminhado para a Procuradoria Geral da República (PGR) para posicionamento. A PGR é comandada por Paulo Gonet, ex-sócio de Gilmar no IDP.
O decano do STF não gostou de um dos vídeos da série de animação “Os Intocáveis”, publicada por Zema nas redes sociais para criticar os ministros do Supremo.
No segundo episódio, o boneco alusivo a Dias Toffoli pede ajuda do boneco alusivo a Gilmar após a CPI do Crime Organizado quebrar o sigilo da Maridt, da qual Toffoli é sócio.
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Sátira
O decano do STF, que não tinha nenhuma ligação formal com o caso, suspendeu a quebra do sigilo por meio de um subterfúgio: ressuscitou um processo antigo para expedir um habeas corpus, atropelando a relatoria de André Mendonça, que cuida do caso do Banco Master no Supremo.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu o indiciamento de Gilmar no relatório da CPI do Crime Organizado por conta dessa interferência. O relatório não foi aprovado, graças a uma manobra do governo Lula, mas o decano do STF pediu investigação de Vieira por abuso de autoridade.
Na animação publicada por Zema, Gilmar pede uma cortesia no resort Tayayá, símbolo da relação de Toffoli com o Master, como retribuição pela ajuda que deu ao colega.
Para o decano do STF, a animação publicada por Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. Ele segue:
“Valendo-se de sofisticada edição profissonal e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal.”
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