Líder da oposição defende arquivamento de denúncias por motim: “Injustas”
O Conselho de Ética da Câmara volta a discutir nesta terça-feira representações contra Pollon, Van Hattem e Zé Trovão
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), reforçou nesta terça-feira, 7, a O Antagonista, que o grupo trabalhará para que o Conselho de Ética arquive as representações contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). O congressista as classifica como como “injustas“.
Pollon, Van Hattem e Zé Trovão são alvos de processos disciplinares no colegiado pela participação na ocupação da Mesa Diretora da Casa no ano passado.
O Conselho de Ética vai retomar na tarde desta terça a discussão sobre as denúncias. A previsão é que o deputado Moses Rodrigues (União-CE) faça a leitura do seu parecer sobre os processos contra os três congressistas em que a cúpula da Câmara pede a suspensão do mandato dos parlamentares por 30 dias, por obstrução à cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Já o deputado Ricardo Maia (MDB-BA) deve fazer a leitura do seu parecer sobre o processo contra Pollon em que a cúpula da Câmara pede a suspensão do mandato dele por 90 dias, por conduta que se estende a declarações difamatórias contra a presidência da Casa.
“São processos totalmente ilegais. A esquerda brasileira é assim. Eles não respeitam a democracia. Pregam uma coisa e fazem outra totalmente diferente. Por isso que eles querem censurar as redes sociais, para continuar mentindo livremente e tentar enganar o povo brasileiro. Já governam este país durante quase 20 anos. O que melhorou na sua vida? Nada”, disse Gilberto Silva.
“Então daí eles querem cassar os mandatos de parlamentares legitimamente eleitos pelo povo brasileiro. Um do Rio Grande do Sul, o deputado, meu amigo, Marcel van Hattem. Um de Santa Catarina, o deputado Zé Trovão, também um excelente parlamentar, e o deputado de Mato Grosso do Sul Marcos Pollon”.
O líder da oposição prosseguiu: “Sem pé nem cabeça essas acusações. Eu, como líder da oposição, liderando mais de 100 deputados na Câmara dos Deputados, iremos trabalhar duro para o arquivamento dessas injustas representações no Conselho de Ética“.
A ocupação durou de 5 a 6 de agosto de 2025. Foi realizada pela oposição em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e para pressionar a Casa a avançar com o projeto de lei da anistia e a PEC do fim do foro privilegiado para parlamentares. A desocupação ocorreu após um acordo ser firmado.
As denúncias da cúpula da Câmara têm como base o parecer do corregedor Diego Coronel (PSD-BA) proferido em 19 de setembro.
“Absurdo”
O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), que também é membro titular da CCJ, foi outro que criticou, à reportagem, os processos contra os parlamentares.
“É um verdadeiro absurdo algum colega ser levado ao Conselho de Ética e o pior, ser punido com suspensão, porque ele se manifestou num evento, usou aquilo que é a prerrogativa do parlamentar e emitir sua opinião. Isso não é matéria para Conselho de Ética, questionar a opinião de um parlamentar”, declarou.
“Mas o pior é tentar punir três parlamentares porque ocuparam, sim, se assentaram à Mesa, num dia que não tinha sessão. Não estava lá o presidente. [Ocuparam] Para chamar a atenção, para alertar, para cobrar, para protestar, sim, contra algo que era legítimo, que era o fato de o presidente não estar pautando um pedido de urgência para o projeto de lei da anistia”, acrescentou.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)