Senador atuou como “suporte institucional de organização criminosa”, diz CPMI
Gaspar pede o indiciamento do líder do PDT no Senado por organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e mais
O relatório final da CPMI do INSS, apresentado nesta sexta-feira, 27, pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), diz que o líder do PDT no Senado, Weverton Rocha (MA), atuou como “liderança política e suporte institucional da organização criminosa“ responsável pelos descontos não autorizados em aposentarias e pensões. Gaspar pede o indiciamento do pedetista.
“O parlamentar atuou como o articulador que garantia a fluidez dos interesses do grupo dentro da administração pública, permitindo a manutenção e expansão do sistema de descontos indevidos em benefícios previdenciários”, pontua o documento.
“O Senador é apresentado pela Polícia Federal como a figura que conferia proteção institucional necessária ao enriquecimento de Antônio Camilo [o “Careca do INSS”]. A prova material central é o arquivo digital intitulado ‘GRUPO SENADOR WEVERTON’, localizado pela perícia em 2023 nos dispositivos de Alexandre Caetano dos Reis e Rubens Oliveira Costa. Tal planilha associa a estrutura financeira do parlamentar a entidades investigadas, como a UNASPUB e a ABAPEN”, ressalta.
Ainda de acordo com o documento, “o investigado utilizou sua influência política para nomear aliados em postos-chave, visando proteger os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) das entidades fraudulentas” e “o Senador atuava como beneficiário final de operações financeiras
ocultas, utilizando assessores como dutos de capital”.
“Na residência de Antônio Camilo, em 23/04/2025, foi apreendida uma planilha registrando o pagamento de R$ 50.000,00 em favor de ‘ADRO’ (Adroaldo Portal)”.
Gaspar prossegue: “Por sua vez, Gustavo Marques Gaspar, homem de confiança do Senador, recebeu R$ 100.000,00 da organização criminosa. Além disso, a investigação detectou que o filho de Adroaldo Portal, Eduardo Silva Portal, lotado no gabinete do Senador desde 13/06/2023, realizou repasses financeiros suspeitos para o próprio pai e para a chefe de gabinete do Ministério, Vanessa Tocantins”.
O relator pede o indiciamento de Weverton Rocha por organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa. O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito ainda será votado pelo colegiado.
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