CPMI do INSS: Gaspar pede indiciamento de Lulinha
O relator da CPMI do INSS vai sugerir que Lulinha responda por integrar organização criminosa; Careca do INSS também está na lista
Conforme antecipou O Antagonista há aproximadamente dez dias, o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-LA), pediu em seu relatório final indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva (foto no cartaz com a deputada Adriana Ventura), o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), por envolvimento no esquema de roubo de aposentadorias e pensões.
Ao todo, o texto tem 4,4 mil páginas. Foram 218 inidiciamentos.
Gaspar vai sugerir que Lulinha responda por integrar organização criminosa.
Além de Lulinha, também estão na lista de indiciados o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Outro personagem implicado é ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. O relator da CPMI descreveu o empresário como o líder da organização criminosa que fraudou a Previdência Social.
O filho do presidente Lula foi apontado como uma espécie de lobista ajudou a abrir portas do Poder Executivo ao Careca do INSS.
As provas contra Lulinha
Gaspar levantou como provas contra Lulinha a viagem feita em um mesmo avião, para Lisboa, com o Careca do INSS. A viagem foi confirmada pela defesa de Lulinha.
Além disso, depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS Edson Claro apontou o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil de Camilo Antunes para Lulinha. Até o momento, as quebras de sigilo não apontaram um pagamento direto do Careca do INSS para Lulinha, mas a PF, conforme O Antagonista apurou, investiga se o ‘mensalinho’ foi pago por meio de empresas de terceiros ou de laranjas.
O relatório paralelo da CPMI do INSS
Como mostramos mais cedo em primeira-mão, o relatório alternativo da CPMI do INSS, elaborado pela base do governo Lula, vai apontar a existência de uma “engenharia criminosa complexa” que operou por anos dentro e fora do Estado para fraudar aposentados e pensionistas. O documento recomenda o indiciamento de 170 pessoas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Entre os pedidos de indiciamentos da base petista está o do ex-ministro Onyx Lorenzoni.
Logo na abertura, o documento sustenta que não se trata de casos isolados. “A CPMI identificou a existência de uma engenharia criminosa complexa”, afirma o texto, ao descrever um sistema baseado na falsificação de autorizações, uso indevido de dados de beneficiários e criação de associações de fachada para viabilizar descontos automáticos em benefícios previdenciários.
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