PGR pede condenação de deputados do PL acusados de desvio de emendas
Julgamento na Primeira Turma do STF teve início nesta terça-feira, 10
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta terça-feira, 10, a condenação de três deputados federais acusados de participar de um esquema de desvio de R$ 1,6 milhão em emendas parlamentares.
O julgamento na Primeira Turma do STF sobre os deputados Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, além do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), teve início nesta manhã.
Segundo a PGR, os parlamentares cobraram propina como contrapartida para viabilizar a liberação de R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).
De acordo com a acusação, o valor cobrado corresponde a 25% do total das emendas. A denúncia aponta que, em 2020, os parlamentares teriam solicitado o pagamento ao então prefeito do município, José Eudes, como condição para direcionar os recursos públicos.
O prefeito confirmou ter sido vítima de cobranças e intimidações por parte dos parlamentares.
A Procuradoria sustenta ainda que a organização criminosa seria liderada por Josimar Maranhãozinho, apontado como responsável pelo controle e pela distribuição das emendas parlamentares.
Esse papel de liderança, de acordo com a denúncia, aparece em diálogos entre os investigados e em documentos apreendidos ao longo da investigação, que indicariam a existência de um esquema voltado à comercialização de emendas.
STF
O julgamento está previsto para ocorrer em três sessões.
Duas nesta terça, 10, e outra na próxima quarta-feira, 11.
O relator do processo é o ministro Cristiano Zanin. Além dele, integram o colegiado os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux, que devem votar no caso.
Leia mais: STF julga deputados por desvio de emendas parlamentares nesta terça
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)