Deputado acredita em aprovação do projeto que quebra patente do Mounjaro
Autor da proposta, Heringer disse ter "muita esperança" de que o texto será aprovado após o Carnaval e não descarta procurar Lula
O líder do PDT na Câmara dos Deputados, Mário Heringer (MG), disse nesta terça-feira, 10, em entrevista a O Antagonista, ter “muita esperança“ de que o plenário da Casa vai aprovar após o Carnaval o projeto de lei que classifica os medicamentos Mounjaro e Zepbound como de interesse público. A proposta é de autoria de Heringer, e, na segunda, 9, foi aprovado um requerimento de urgência para o texto, por 337 votos a 19.
A urgência permite que o projeto seja votado diretamente no plenário, sem passar por comissões. Um relator ainda será escolhido. Após uma eventual aprovação na Câmara, o Senado ainda vai analisar a matéria; Heringer pretende buscar os senadores também para garantir uma tramitação rápida.
“Já temos um compromisso de botar [para votar] o mais rápido possível. O relator está sendo escolhido ainda. Não foi escolhido. Mas com certeza a escolha do relator vai ser uma escolha equilibrada. Porque a própria votação da urgência já mostrou que a diferença é muito grande, são 300 e tantos deputados contra 19. Então, o interesse é muito forte desta Casa em aprovar um projeto desse”, pontuou o parlamentar.
“Eu tenho muita esperança que agora depois do Carnaval a gente já consiga estar com isso aqui na Câmara, pelo menos na Câmara, resolvido”.
O projeto de lei autoriza o governo brasileiro a quebrar as patentes do Mounjaro e Zepbound, abrindo caminho para a fabricação de versões nacionais.
“Eu apresentei esse projeto porque eu tive uma experiência pessoal, uma experiência minha. Eu usei esse medicamento [Mounjaro] e eu obtive grandes resultados na minha saúde. Primeiro eu obtive um emagrecimento de 12 kg, minha pressão voltou ao normal, minha glicemia, que é o açúcar no sangue, voltou ao normal, meu colesterol, meus triglicerídeos voltaram ao normal”, ressaltou Heringer.
“Eu tinha apneia do sono, sumiu. Então, isso é claro que é um medicamento que muda de patamar a vida das pessoas. Isso como saúde pública é muito necessário, para que a gente trate o Brasil da maneira que o país e os brasileiros merecem”.
Ele prosseguiu: “A ideia [do projeto] nasceu exatamente da minha experiência pessoal. Além disso, eu sou médico, e como médico eu dei uma estudada em peptídeos, eu dei uma estudada para saber o que eu estava falando, e tenho certeza que esse é um passo que a medicina deu, para o tratamento das doenças, e que não podemos esperar que uma patente vença daqui a dez, 15, 20 anos para que nós cheguemos nele, porque quando chegarmos daqui a dez anos, eles já estarão mais dez anos na nossa frente”.
No caso de uma eventual aprovação pelo Congresso, Heringer não descartar procurar o presidente Lula (PT) para pedir que sancione a proposta.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)