Ibaneis confirma pré-candidatura ao Senado
Governador do Distrito Federal deve apoiar a atual vice-governadora, Celina Leão, na corrida pelo Palácio do Buriti
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), confirmou nesta terça-feira, 27, que é pré-candidato a senador pelo DF nas eleições de 2026. Ibaneis se manifestou pelo X.
“Mais uma vez, tenho acompanhado informações divulgadas por portais de notícias e outros canais de comunicação afirmando que eu não serei candidato ao Senado. Venho, de forma clara e objetiva, reafirmar minha pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, com o compromisso de seguir trabalhando por todos os brasilienses”, escreveu.
“Somos um governo sério, de trabalho, que tem, sim, o reconhecimento da população. Esse reconhecimento se reflete nas obras entregues, nos programas sociais implementados e em tudo o que construímos ao longo dos últimos sete anos. Por isso, reafirmo minha candidatura ao Senado e tenho plena convicção de que o nosso projeto será vitorioso”, complementou.
A atual vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), por sua vez, deverá disputar o governo distrital em outubro, com o apoio de Ibaneis.
O atual governador está no posto desde 2019, tendo sido reeleito em 2022 no primeiro turno, com 832.633 votos.
Desinformação e IA são desafios das eleições?
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Se for necessário segundo turno, ocorrerá no dia 25 de outubro. Os brasileiros votarão para escolher presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Durante as eleições, o TSE será presidido pelo ministro Nunes Marques.
Nesta terça, a atual presidente do TSE, Cármen Lúcia, disse que a desinformação e a deformação da realidade por meio inteligência artificial (IA) são desafios com os quais a Justiça Eleitoral precisará lidar para que as eleições deste ano ocorram sem que o eleitor tenha seu voto “contaminado“.
A magistrada fez as declarações durante discurso na abertura de um seminário da Justiça Eleitoral sobre segurança, comunicação e desinformação.
“A única coisa que garante uma democracia é a confiança da cidadania nas instituições que formam e conformam o poder público. A Justiça Eleitoral existe para isso. Claro, temos desafios novos, desafios que são de sempre, mas desafios, inclusive, inéditos, questões que nunca existiram. Uma delas é a questão da chamada ‘desinformação’. Nenhuma dúvida que as tecnologias, que não são boas ou ruins por si, mas pelo abuso e mau uso que se faz dela, podem levar à contaminação de eleições”, pontuou a ministra.
“Podem levar à contaminação do voto pela captura da vontade livre do eleitor. Com as mentiras tecnologicamente divulgadas, com a chamada desinformação, que deforma, transtorna, ilude e, portanto, ao invés de garantir o direito constitucional à informação, passam a desinformar, isso pode levar que alguém vote achando que está votando numa pessoa que o representa e que, no final, se descobre que aquilo não passava de uma falsidade na qual ele depois diz ‘eu não votaria se soubesse’”.
Cármen Lúcia prosseguiu: “O que temos que fazer é garantir que esse tipo de situação não possa progredir. Porque este é um dado que o mundo inteiro hoje olha com muito cuidado. Desinformação é um dado. A inteligência artificial é, sim, um dado novo que pode levar a uma transformação até de situações que o tempo todo fazem com que falsidades passem para todos nós como se fossem situações verídicas, sendo que não há correspondência entre o fato e o que você recebe em redes sociais, pelas vias tecnológicas”.
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