Corinthians luta muito, joga pouco e arranca empate contra o São Paulo nos acréscimos
Tricolor foi mais frio e eficiente ao aproveitar a primeira grande chance, enquanto o Timão transformou pressão em volume ofensivo.
No clássico entre Corinthians e São Paulo pelo Campeonato Paulista, o empate por 1 a 1 deixou a sensação de um jogo em dois momentos distintos.
O Tricolor foi mais frio e eficiente ao aproveitar a primeira grande chance, enquanto o Timão transformou pressão em volume ofensivo, mas demorou a converter esse domínio em gol.
O resultado, na Neo Química Arena com mais de 44 mil torcedores, manteve as duas equipes em situação intermediária na tabela, sem grande impacto imediato na luta pela classificação.
Como foi o início equilibrado do Majestoso no Paulistão
O Corinthians começou o Majestoso pressionando a saída de bola do São Paulo, adiantando as linhas e explorando principalmente as jogadas pelos lados do campo.
Nos primeiros 20 minutos, a defesa tricolor teve de se desdobrar para afastar cruzamentos e bolas alçadas na área, enquanto o Timão pecava no último passe.
Com o passar do tempo, o São Paulo conseguiu cadenciar mais a posse e respirar sob a pressão corintiana, ainda que encontrasse um sistema defensivo bem postado do rival.
Em uma rara brecha pela direita, um cruzamento preciso encontrou Gonzalo Tapia livre para abrir o placar, mudando o cenário emocional do jogo e forçando o Corinthians a se expor mais.
NO ALTOOOOOOO!
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No detalhe, toda a jogada do gol do Tapia, que abriu o placar para o São Paulo.#PaulistãoCasasBahia2026 pic.twitter.com/pqz1i7MrNV
Como Corinthians e São Paulo ajustaram a postura no segundo tempo
Na etapa final, o Corinthians mostrou mais paciência com a bola e aumentou o volume ofensivo, mas também ficou mais vulnerável aos contra-ataques.
As substituições deixaram o time da casa com maior poder de criação do meio para frente, enquanto o São Paulo recuou as linhas e priorizou a proteção da área.
As principais chegadas alvinegras surgiram em cruzamentos, finalizações de média distância e infiltrações em diagonal, especialmente após as entradas de Matheus Pereira e Pedro Raul.
Já o Tricolor apostou em transições rápidas, mas produziu pouco, até que, nos minutos finais, Pedro Raul fez o pivô e Breno Bidon finalizou de perna esquerda para empatar.
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TODOS OS ÂNGULOS! 👀☄️
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POV: você é o árbitro do Majestoso e vê o golaço do Bidon de dentro do campo! #PaulistãoCasasBahia #Bis pic.twitter.com/c0HeIsw68u
Quais foram os principais destaques táticos do clássico
Do ponto de vista tático, o Majestoso mostrou virtudes e limitações das duas equipes em diferentes momentos do jogo.
A seguir, alguns pontos ajudam a entender como o empate foi construído e o que diferenciou o desempenho de Corinthians e São Paulo ao longo dos 90 minutos:
- Intensidade inicial do Corinthians: a marcação alta funcionou, mas não se traduziu em gol cedo, mantendo o jogo em aberto.
- Eficiência do São Paulo na primeira chance clara: mesmo com menos volume, o Tricolor foi letal na jogada do gol de Tapia.
- Recuo excessivo do São Paulo após o gol: a equipe se aproximou demais da própria área e permitiu o crescimento corintiano.
- Influência das substituições no Timão: a entrada de jogadores criativos aumentou o número de finalizações e foi decisiva no gol de empate.
Que lições o empate deixa para o Corinthians no Paulistão
Para o Corinthians, o clássico reforça a capacidade de empurrar o adversário para o próprio campo, mas também evidencia problemas de definição no terço final.
A equipe criou bastante, sobretudo no segundo tempo, porém demorou a transformar o domínio em gol, dependendo de uma jogada trabalhada nos instantes finais.
Nos próximos jogos do Estadual, o Timão tende a buscar melhor aproveitamento das chances criadas, reduzindo a ansiedade e a previsibilidade nas jogadas pelos lados.
A comissão técnica deve usar o Majestoso como referência para ajustar movimentações ofensivas, alinhar o posicionamento de quem chega de trás e evitar a necessidade de reação tardia em partidas decisivas.
O que o São Paulo precisa ajustar após o Majestoso
Para o São Paulo, o duelo mostrou um time capaz de ser compacto e eficiente em momentos pontuais, mas com dificuldade para sustentar proposta ofensiva ao longo dos 90 minutos.
Após o gol de Tapia, o recuo acentuado chamou o Corinthians para o campo de defesa tricolor e limitou a criação de novas oportunidades.
Na sequência do Paulistão, o desafio do Tricolor é encontrar equilíbrio entre posse de bola e agressividade, evitando recuos prolongados que deixem a equipe sob pressão constante.
Trabalhar saídas mais qualificadas, contra-ataques melhor organizados e manutenção da intensidade sem a bola será fundamental para transformar boas atuações defensivas em vitórias consistentes.
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