Paralisia do sono assusta, mas tem explicação científica e formas simples de evitar o próximo episódio
Entenda o que é a paralisia do sono e como evitar que ela se repita
A paralisia do sono é um fenômeno relativamente comum, marcado pela incapacidade temporária de se mexer ao adormecer ou ao acordar, mesmo com a consciência preservada. Embora possa causar medo intenso e, às vezes, alucinações, costuma ser benigna e está ligada a alterações no ciclo do sono, cansaço, estresse e hábitos de vida, podendo ser minimizada com ajustes na rotina de descanso.
O que é paralisia do sono e como ela se manifesta?
A paralisia do sono é uma condição em que a pessoa desperta, percebe o ambiente, mas não consegue mover o corpo nem falar por alguns segundos ou minutos. Em geral, ocorre na transição entre sono e vigília, quando o cérebro desperta antes do corpo, que permanece em atonia muscular típica do sono REM.
Ela pode acometer qualquer idade, sendo mais relatada em adolescentes e adultos jovens. Quando os episódios são raros, em geral não indicam doença grave; porém, se forem frequentes ou intensos, é importante considerar avaliação com um especialista em sono.
Como a paralisia do sono acontece na prática?
Os episódios costumam surgir ao adormecer ou ao acordar, quando há desencontro entre o despertar cerebral e a recuperação dos movimentos corporais. A pessoa percebe que está acordada, reconhece o quarto, ouve sons, mas permanece imóvel e, muitas vezes, incapaz de gritar ou pedir ajuda.
Nesse estado intermediário entre sonho e vigília, podem ocorrer alucinações hipnagógicas ou hipnopômpicas, como sensação de presença no quarto, sombras, ruídos ou peso no peito. Esses sintomas decorrem da combinação entre atividade onírica, atonia muscular e ansiedade gerada pela experiência.
Imobilidade com consciência
Incapacidade temporária de se mover ou falar, mesmo percebendo o ambiente.
Pressão no peito
Sensação de peso sobre o corpo ou dificuldade para respirar profundamente.
Presenças, vozes ou sombras
Figuras, ruídos ou movimentos percebidos no quarto sem causa real.
Medo forte e imediato
Angústia intensa que desaparece quando os movimentos retornam.
Quais são as principais causas e fatores de risco?
A paralisia do sono geralmente resulta de uma combinação de privação de sono, estresse prolongado e desorganização do ciclo sono–vigília. Mudanças bruscas de rotina, trabalho em turnos, viagens com fuso horário diferente e horários irregulares para dormir favorecem o problema.
Algumas condições clínicas, como narcolepsia, apneia do sono, uso de álcool em excesso, estimulantes e certos medicamentos, também podem aumentar o risco. Histórico familiar de distúrbios do sono e sonolência diurna excessiva merecem atenção e investigação profissional.
Como reduzir ou evitar episódios de paralisia do sono?
Diminuir a frequência dos episódios passa por melhorar a qualidade e a regularidade do sono. Criar uma rotina estável para deitar e levantar, inclusive nos fins de semana, ajuda o organismo a sincronizar melhor as fases do sono, reduzindo falhas na transição entre sono REM e vigília.
Alguns cuidados simples podem ser incorporados ao dia a dia para favorecer um descanso mais profundo e contínuo:
Higiene do sono
Manter horários regulares e dormir em ambiente escuro, silencioso e confortável.
Reduzir cafeína e nicotina
Evitar café, energéticos e cigarros no período da noite.
Moderação no consumo
Não ingerir bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir.
Gestão do estresse
Respiração profunda, leitura leve e técnicas de relaxamento ajudam a reduzir episódios.
Evitar dormir sempre de barriga para cima
Essa posição está associada a maior frequência de paralisia do sono em algumas pessoas.
Quando a paralisia do sono exige avaliação médica?
Na maioria dos casos, a paralisia do sono é esporádica e tende a diminuir com uma rotina mais equilibrada. Porém, episódios recorrentes, que geram medo intenso, prejudicam o sono ou se associam a sonolência diurna excessiva, quedas de sono ou sonhos muito vívidos logo ao deitar, merecem avaliação especializada.
Registrar em um diário de sono horários de dormir e acordar, consumo de estimulantes, posição ao deitar e frequência dos episódios ajuda o profissional a identificar gatilhos. Com essas informações, é possível ajustar hábitos, revisar medicamentos e, se necessário, realizar exames em laboratório do sono para diagnóstico e tratamento adequados.
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