UE: transição deve respeitar vontade dos venezuelanos
Bloco europeu afirma que Maduro “não possui legitimidade de um presidente democraticamente eleito”
Vinte e seis estados-membros da União Europeia divulgaram neste domingo, 4, uma declaração conjunta sobre a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro.
O bloco europeu pediu “calma e moderação por todas as partes” e reforçou a necessidade de respeito aos princípios do direito internacional e à Carta das Nações Unidas.
A UE afirmou que Maduro “não possui a legitimidade de um presidente democraticamente eleito” e defendeu uma transição pacífica para a democracia liderada pelos venezuelanos.
“Respeitar a vontade do povo venezuelano continua a ser a única forma de a Venezuela restaurar a democracia e resolver a crise atual”, diz o comunicado.
O bloco defendeu ainda a importância de manter o diálogo entre todas as partes envolvidas na crise.
“Mantemos contato próximo com os Estados Unidos, assim como com parceiros regionais e internacionais, para apoiar e facilitar o diálogo com todas as partes envolvidas”, afirma a UE.
Entre os objetivos destacados pelos países europeus estão o fortalecimento do respeito à soberania venezuelana e o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, apontados como ameaças à segurança global.
O bloco defende que essas questões devem ser tratadas “em pleno respeito ao direito internacional e aos princípios de integridade territorial e soberania”.
A UE também defendeu a necessidade de proteção dos direitos humanos e da libertação de presos políticos na Venezuela.
A declaração conjunta foi assinada por 26 Estados-Membros da União Europeia, incluindo Alemanha, França, Espanha, Itália e Portugal.
Posição da França
Também neste domingo, o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, reafirmou a posição do presidente Emmanuel Macron sobre o futuro político da Venezuela.
Segundo Barrot, é essencial que Edmundo González Urrutia, candidato opositor nas eleições presidenciais de 2024, desempenhe um papel central na transição política do país sul-americano.
Entre as prioridades apontadas pela França estão a “libertação dos presos políticos” e a implementação de uma transição que respeite a vontade expressa pelos venezuelanos nas eleições do ano anterior, afirmou o ministro em entrevista à emissora France 2.
Barrot classificou Maduro como “um ditador sem escrúpulos que confiscou a liberdade dos venezuelanos e roubou suas eleições” e considerou sua saída “uma boa notícia para os venezuelanos”.
Ao mesmo tempo, afirmou que a operação militar dos EUA viola princípios do direito internacional.
“O uso da força pode ser permitido em certas circunstâncias”, disse Barrot, citando como exemplo o ataque realizado pela França e pelo Reino Unido contra terroristas do Estado Islâmico na Síria.
Leia mais: EUA podem trabalhar com atual governo da Venezuela, diz Rubio
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Comentários (1)
Marian
04.01.2026 20:01Que fim de semana! O novo "Vietnã" durou alguns segundos.