Letícia Barros na Crusoé: Um país cansado, incerto e malgovernado
Precisamos escolher um presidente com vontade política para corrigir os rumos de um Estado caro, lento e desconectado da vida real dos brasileiros
Às vésperas de 2026, o Brasil é um país incerto em três diferentes eixos: político, econômico e institucional.
No bloco político, Lula aparece à frente em todas as projeções, num cenário em que a oposição ainda não consolidou sua alternativa para a disputa nacional.
Já no bloco econômico, a realidade do país é marcada por uma economia que oscila entre déficit, juros altos e tributação crescente.
No bloco institucional, temos uma Suprema Corte cuja atuação se afasta cada vez mais do critério técnico e se projeta com força sobre a arena política.
Antes de projetar o tabuleiro político brasileiro para 2026, é impossível desconsiderar a polarização que inunda o país.
Não me reservarei à oportunidade de julgar se ela é boa ou ruim, mas apenas de reconhecê-la, tendo em vista que, em todas as áreas da vida humana, há dualidade: bom ou mal, certo ou errado, justo ou injusto, dentro outros.
Naturalmente, na política não é diferente. No Brasil, enxergamos o espectro político pela polaridade entre direita e esquerda.
Esquerda
À esquerda, Lula já se consolida para a corrida presidencial de 2026. Ao mesmo tempo em que aparece à frente de todos os possíveis nomes da direita, enfrenta uma rejeição de mais de 40%.
Era de se esperar, já que muitas de suas medidas ao longo dos três últimos anos de mandato tomaram rumos totalmente contrários à vontade de seu eleitorado – mudanças que pesaram no bolso e afastaram parte da base que esperava melhora imediata.
A sensação de que a vida não melhorou como se esperava é…
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