Rubio parabeniza presidente eleito de Honduras com apoio de Trump
Secretário de Estado americano falou em trabalhar em conjunto "para promover prosperidade e segurança em nosso hemisfério"
O secretário de Estado americano, Marco Rubio (foto), parabenizou Nasry “Tito” Asfura pela vitória nas eleições presidenciais de Honduras.
Asfura, que teve 40,3% dos votos, contou com apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a campanha.
Em segundo lugar, ficou o apresentador de televisão Salvador Nasralla, do Partido Liberal, com 39,5%. A governista Rixi Moncada, do Liberdade e Refundação, ficou em terceiro.
Ao comentar o resultado, que foi proclamado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Rubio escreveu a seguinte mensagem na rede social X nesta quarta-feira, 24:
“O povo de Honduras falou: Nasry Asfura é o próximo presidente de Honduras. Os Estados Unidos parabenizam o presidente Tito Asfura e aguardam com expectativa a oportunidade de trabalhar com sua administração para promover a prosperidade e a segurança em nosso hemisfério.”
O anúncio da vitória de Nasry “Tito” Asfura ocorreu quase um mês após a votação, realizada em 30 de novembro, em razão de um processo de recontagem de milhares de atas com supostas irregularidades.
Com 99,2% das urnas apuradas, o plenário do órgão eleitoral aprovou um relatório que propõe declarar o vencedor do pleito “com os dados que até este momento estão disponíveis”.
Polarização e influência americana
Trump tem a ideia de consolidar um bloco alinhado à direita na América Latina. O presidente americano chegou a avisar sobre as “consequências graves” para Honduras, caso os resultados favoráveis a Asfura fossem alterados.
A intervenção americana também envolveu o indulto concedido ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, do mesmo partido de Asfura, que cumpria pena nos Estados Unidos por delitos de narcotráfico.
A atual presidente de Honduras, Xiomara Castro, insiste na culpabilidade de Hernández e considera a “interferência” de Trump, junto a supostas irregularidades como coação eleitoral por grupos criminosos, um “golpe eleitoral”.
Rixi Moncada, candidata da esquerda que ficou em terceiro lugar, também afirma que não reconhecerá o desfecho do processo, citando “interferência estrangeira” e eleições que não foram livres.
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