Rubio parabeniza presidente eleito da Bolívia e reforça combate ao crime transnacional
Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA detalhou a conversa entre o secretário e Rodrigo Paz Pereira
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversou nesta quarta-feira, 22, com o presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz, para parabenizá-lo pela vitória e reafirmar a “disposição” de Washington em combater às organizações criminosas transnacionais do Hemisfério Ocidental.
A informação foi divulgada pelo porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em seu perfil no X:
“Hoje o secretário Marco Rubio conversou com o presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz Pereira, para parabenizá-lo por sua histórica eleição. O Secretário enfatizou a oportunidade transformadora que se avizinha para a Bolívia e nossa região. O Secretário reafirmou a disposição de nossa nação em firmar parcerias com a Bolívia para promover a segurança econômica e a prosperidade e combater organizações criminosas transnacionais em nosso hemisfério”, escreveu.
Com 55% dos votos válidos, Paz derrotou o ex-presidente Jorge Tuto Quiroga no segundo turno das eleições.
Paz convida Corina para posse
Rodrigo Paz convidou a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, para a sua posse, marcada para 8 de novembro.
María Corina, vencedora do prêmio Nobel da Paz 2025, está em paradeiro desconhecido há dois anos devido à perseguição do regime de Nicolás Maduro.
“Te agradeço muito. Em 8 de novembro, se tudo sair bem, gostaria de te ver aqui e ver de que maneira se organizar para que possa estar presente para fortalecer os laços”, convidou Rodrigo Paz, em uma videochamada.
María Corina agradeceu o convite:
“Daqui até 8 de novembro, muitas coisas podem acontecer. Para mim, seria uma honra poder estar aí contigo. Seria minha primeira viagem para fora da Venezuela em 12 anos.”
Capitalismo para todos
Em tom populista, Rodrigo Paz prometeu “capitalismo para todos” na campanha.
Falar de capitalismo após anos de domínio do Movimento ao Socialismo (MAS), de Evo Morales, parece ousado.
Mas Rodrigo Paz mal define o que seria esse “capitalismo para todos“.
Seu programa de governo fala em “implementar um novo modelo econômico, baseado na redistribuição fiscal entre o nível central do Estado e as entidades territoriais autônomas e as universidades públicas“.
Não é muito esclarecedor.
Seu programa de governo não tem um viés liberal, apesar de fazer reparos a estatais deficitárias.
O programa promete apenas “congelar as atividades de todas as empresas públicas que mantenham déficits operacionais“. Não se fala em privatização.
Quando o programa cita a iniciativa privada, geralmente é em atuação com o Estado.
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