Retrospectiva: quando José Dirceu confirmou que voltará a política
Segundo ele, a candidatura seria uma forma de “reparação histórica” pela cassação de seu mandato em 2005, após o escândalo do mensalão
O ex-ministro José Dirceu (foto) afirmou que será candidato a deputado federal pelo PT nas eleições de 2026 em 26 de julho deste ano.
“Tive uma conversa com o presidente [Lula] e está decidido”, disse ele à Folha.
Segundo ele, a candidatura seria uma forma de “reparação histórica” pela cassação de seu mandato em 2005, após o escândalo do mensalão.
Dirceu também defendeu que o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concorra a um cargo majoritário em São Paulo.
“Não tem escapatória. Temos que ir com os melhores do nosso campo”, afirmou, mencionando a vice-presidência ocupada por Geraldo Alckmin como fator que limita outras composições.
Dirceu foi deputado federal entre 1999 e 2005 e acabou cassado pela Câmara por envolvimento no esquema de compra de apoio político com recursos repassados ao PT.
Condenado pelo STF a 7 anos e 11 meses de prisão, cumpriu parte da pena em regime fechado e depois no domiciliar. Mais tarde, foi preso três vezes pela Operação Lava Jato, sendo condenado por Sérgio Moro a 23 anos de prisão. Todas as ações foram anuladas posteriormente pelo Supremo.
Revisão do julgamento do mensalão
Dirceu anunciou também sua intenção de solicitar uma revisão do julgamento relacionado ao caso do mensalão. O ex-ministro afirmou que formalizará o pedido após as eleições de 2026.
A revisão de um julgamento já transitado em julgado, como é o caso do mensalão, pode ser solicitada quando um dos réus acredita que houve um erro judicial.
Essa solicitação implica uma nova análise de um caso previamente decidido, mas a probabilidade de sucesso é considerada baixa, exceto em situações onde se evidenciam injustiças notórias.
Com o objetivo de evitar que esse tema seja utilizado durante a campanha eleitoral, Dirceu indicou que fará o pedido de revisão da Ação Penal 470 apenas no final de 2026.
O julgamento do mensalão foi conduzido pelo ex-ministro Joaquim Barbosa e teve como revisor o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)