“Pra variar, deixou a gente na mão”, diz Tarcísio sobre Enel
Governador afirmou que obra precisou ter início com geradores por falta de ligação elétrica
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (foto), criticou nesta terça-feira, 23, a concessionária Enel durante a inauguração da operação do Piscinão Jaboticabal, na Região Metropolitana.
Segundo o governador, a obra só pôde entrar em funcionamento com o uso de geradores devido à falta de ligação de energia elétrica, cuja responsabilidade seria da concessionária.
“As nossas bombas vão funcionar com gerador porque a Enel não fez a ligação de energia. Para variar, deixou a gente na mão. Mas vamos botar para funcionar assim mesmo”, disse.
Tarcísio disse ainda que diversas outras obras no estado enfrentam atrasos pelo mesmo motivo e relatou ter tratado do tema em uma ligação, nesta terça-feira, com o presidente da empresa italiana.
“Temos muitas obras em São Paulo que atrasam ou deixam de ser entregues por falta de ligação de energia elétrica. Aqui (no piscinão), o problema é o funcionamento das bombas, então começamos a operar com gerador. Não vamos deixar de operar”, afirmou.
Em nota, a Enel afirmou que a execução da obra do piscinão depende de adaptações internas do empreendimento, “que são de responsabilidade do governo do Estado”.
“A Enel Distribuição São Paulo informa que a execução da obra do piscinão Jaboticabal depende ainda de adaptações internas do empreendimento, que são de responsabilidade do governo do Estado. A Enel tem atuado junto a representantes do governo para agilizar a conexão do piscinão. No último dia 17, parte da documentação solicitada foi enviada para a distribuidora para que fossem concluídas as análises técnicas necessárias antes da contratação do serviço”, diz a empresa.
Contrato
Na última terça-feira, 16, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reuniram, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para tratar da intervenção federal na Enel pela demora no restabelecimento da energia elétrica.
Em entrevista coletiva, Silveira anunciou que o governo federal pedirá a caducidade do contrato com a empresa italiana.
A caducidade ou extinção do contrato pode ocorrer quando a concessionária descumpre obrigações contratuais e não tem condições de manter a prestação de serviços à população.
Devido à passagem de um ciclone extratropical, na semana anterior à reunião, cerca de 2,1 milhões de imóveis ficaram sem energia elétrica na Grande São Paulo.
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Comentários (1)
Clayton De Souza pontes
23.12.2025 16:21Muitos contratos podem ser mal feitos, daí demandam melhor gestão pro serviço funcionar. Essa briga pela imprensa só complica mais ainda e não resolve pro cidadão