Retrospectiva: o dia que Juscelino Filho deixou o Ministério das Comunicações
Em nota, o presidente nacional do União, Antonio Rueda, disse que a sigla respeita o gesto de Juscelino de deixar o comando do ministério
Juscelino Filho pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o seu desligamento do cargo de ministro das Comunicações. A informação foi confirmada por Juscelino em carta aberta divulgada, na noite de 8 de abril de 2025 pela assessoria de imprensa do União Brasil, partido ao qual é filiado.
A decisão de deixar o posto vem em decorrência da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra ele por desvio de emendas parlamentares. A PGR o acusa dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, falsidade ideológica e fraude a licitação.
Na carta aberta, Juscelino Filho diz que deixa o cargo por entender que, neste momento, “o mais importante é proteger o projeto de país” que o governo Lula ajudou a construir e no qual ele (Juscelino) segue acreditando.
“Nunca tive apego ao cargo, mas sempre tive paixão pela possibilidade de transformar a vida das pessoas – especialmente das que mais precisam”, afirma.
Ainda de acordo com ele, a decisão de sair neste momento “também é um gesto de respeito ao governo e ao povo brasileiro“. “Preciso me dedicar à minha defesa, com serenidade e firmeza, porque sei que a verdade há de prevalecer. As acusações que me atingem são infundadas, e confio plenamente nas instituições do nosso país, especialmente no Supremo Tribunal Federal, para que isso fique claro. A justiça virá!”.
Juscelino ressaltou que retomará seu mandato de deputado federal pelo Maranhão. A saída dele do cargo de ministro das Comunicações representa a décima troca na equipe ministerial de Lula desde o início do mandato.
Em nota, o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, disse que a sigla respeita o gesto de Juscelino de deixar o comando do ministério para se dedicar integralmente à sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF). “A iniciativa demonstra responsabilidade e compromisso com a transparência”.
Rueda afirma que “uma denúncia não equivale a culpa. O respeito à presunção de inocência e ao devido processo legal é inegociável em qualquer democracia”.
Em suas palavras ainda, “Juscelino Filho segue contando com a confiança da bancada e da Executiva Nacional do União Brasil”.
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