Governo quer avançar com fim da escala 6×1 em 2026, diz Guimarães
Segundo líder do governo, "hoje essa matéria passa com bastante razoabilidade" dentro da Câmara; melhor caminho será definido
O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), apresentou nesta quinta-feira, 18, em conversa com jornalistas, uma lista de propostas com as quais o Executivo quer avançar na Casa em 2026. Entre elas, está o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso no país.
Entretanto, não há uma definição por parte do Executivo se o melhor caminho é fazer a mudança por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP) ou por meio de uma, mais antiga, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
“Quando começou o debate sobre 6×1, havia uma indiferença, mas hoje essa matéria passa com bastante razoabilidade aqui dentro [da Câmara], na minha percepção, e é um tema central, que não tem por que fugir dele. Está posto na sociedade e os vários países do mundo estão fazendo, e eu acho que vamos ter que fazer, eu não vejo problema não”, pontuou Guimarães, na conversa.
Para o parlamentar, o ideal é criar uma comissão especial na Câmara para discutir as diferentes propostas que acabam com a escala 6×1.
A lista de propostas com as quais o governo quer avançar no próximo ano inclui ainda tarifa zero no transporte público, e regulamentação da inteligência artificial e da atuação econômica das big techs. Porém, Guimarães admitiu que ainda é preciso fazer cálculos sobre o impacto econômico da tarifa zero.
“Tarifa zero depende do impacto econômico. É um tema relevante, mas isso depende da área econômica do governo. O governo pede para fazer os cálculos, o autor do projeto é o deputado Jilmar Tatto, ele está elaborando, está fazendo. Não é matéria para dizer ‘ah, vamos votar amanhã’. Isso tem grande impacto, mas acho que é um tema relevante”, declarou.
Em relação à regulamentação, disse que o país não pode “partir para uma eleição sem lei”. “Essa selvageria que é feita”, acrescentou. No próximo ano, os eleitores votarão para presidente, governadores, deputados federais e senadores.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)