Presidente da CPMI quer “auditoria emergencial” na fila do INSS
Carlos Viana afirma que o país tem mais de 2 milhões de pedidos de benefícios travados e quase 900 mil pessoas esperando o BPC
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta sexta-feira, 21, que vai protocolar no Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido de “auditoria emergencial na fila do INSS“.
Segundo o parlamentar, o objetivo é “investigar os atrasos, os gargalos, os sistemas parados e entender por que milhões de brasileiros não estão recebendo a resposta que precisam para sobreviver”. “Um país com 2.862.000 pedidos travados e quase 900 mil pessoas esperando o BPC [Benefício de Prestação Continuada] não pode aceitar silêncio, justificativas vagas ou explicações técnicas que nunca resolvem nada”.
Ainda de acordo com Viana, a auditoria “vai abrir a caixa-preta, identificar responsabilidades e pressionar por soluções imediatas”.
No final de outubro, o deputado Dr. Frederico (PRD-MG) protocolou, na Câmara, um requerimento para que o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, preste informações sobre o aumento da fila de análise de benefícios do Instituto.
“O aumento expressivo da fila de análise de benefícios, o maior dos últimos anos, evidencia um cenário crítico que combina falhas de gestão, lentidão tecnológica e crise administrativa no Ministério da Previdência Social, associado ainda a um contexto de escândalos de corrupção e fraudes de descontos indevidos em benefícios já concedidos, vazamentos de dados, comprometimento de integridade de sistemas internos, etc.”, ressaltou o parlamentar, na justificativa do pedido.
O requerimento recebeu parecer favorável do relator, o primeiro-vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), e está desde o dia 11 de novembro na 1ª Secretaria da Casa, aguardando envio ao ministro.
E a CPMI do INSS?
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, do Congresso, investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.
O colegiado fará sua próxima reunião na segunda-feira, 24, a partir das 16h. Para a ocasião, estão marcados os depoimentos de Rodrigo Moraes, sócio da ARPAR Administração, Participação e Empreendimento S.A., e Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS.
A ARPAR recebeu um montante de pelo menos 49 milhões de reais, que teriam sido repassados pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Já Jucimar é apontado pelas investigações da Polícia Federal como peça central na engrenagem que permitiu o desvio sistemático de recursos dos aposentados e pensionistas.
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