Unicamp tem cotas específicas para pessoas trans no Enem 2026
Candidatos à cota devem incluir um relato de vida que descreva sua trajetória de transição de gênero e afirmação da identidade de gênero, conforme orientações contidas no Manual do Enem-Unicamp 2026
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio da Universidade Estadual de Campinas (Enem-Unicamp) de 2026 já estão disponíveis.
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) anunciou o cronograma oficial na última quarta-feira, dia 1º de outubro.
Este ano, uma polêmica novidade é a inclusão de cotas específicas destinadas a pessoas trans.
Segundo o edital, candidatos que buscam as vagas destinadas a pessoas trans deverão realizar sua autodeclaração conforme o artigo 14-K da Deliberação CONSU-A-032/2017.
Além disso, devem preencher o campo apropriado no formulário e incluir um relato de vida que descreva sua trajetória de transição de gênero e afirmação da identidade de gênero, conforme orientações contidas no Manual do Enem-Unicamp 2026.
A avaliação dos relatos será conduzida por uma Comissão de Verificação designada pela Comvest, composta por um docente, um discente e um funcionário, incluindo ao menos uma pessoa trans, travesti ou não-binária entre seus membros.
O resultado preliminar dessa análise será disponibilizado na área logada do candidato em 24 de novembro de 2025.
Outras cotas
Os candidatos que se autodeclaram pretos ou pardos também têm direito às cotas por critério étnico-racial, devendo apresentar características fenotípicas que os classifiquem como negros.
Para participar desse processo, é necessário preencher um campo específico de autodeclaração no formulário de inscrição. Os postulantes convocados passarão por uma Comissão de Averiguação, que será responsável por validar as autodeclarações apresentadas.
Para os candidatos indígenas, a documentação requerida pelo edital deve ser apresentada durante a matrícula.
Cotas trans
Em 2025, o Sisu destinou 857 vagas específicas para pessoas trans no Brasil. É possível constatar um aumento progressivo de adesões às cotas desse tipo: em abril de 2025, havia 21 instituições de Ensino superior com cotas específicas para pessoas trans.
Em setembro de 2025, o total passou para 27, considerando aprovações recentes. Algumas instituições também estendem as cotas para pós-graduação.
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Comentários (3)
LEDI MACHADO DOS SANTOS
02.10.2025 15:36A minha neta, estudante aplicada desde criancinha, vê cada vez mais, aumentar os obstáculos para ingressar numa faculdade pública de medicina. As cotas pra todo tipo de diversidade, e o FIES, não alcançam a classe média, nem pessoas brancas. O mérito já era!
Liana
02.10.2025 11:06Que sorte que meus filhos fizeram faculdade antes destes critérios absurdos.
Silvana
02.10.2025 10:46Branco ( nos padrões brasileiros) hetero ainda pode fazer faculdade?