Bolsonaristas “exigem” como se ainda estivessem no poder
Se a química entre Lula e Trump terminar em "match", o caixão eleitoral de Bolsonaro já poderá ser lacrado, bem como os sonhos de uma aposentadoria em Angra
Eu fico espantado, ou melhor, incrédulo com a cara de pau ou de Jair Bolsonaro ou de seus interlocutores, que passam os dias a plantar certas notícias, em certos veículos de comunicação: “Bolsonaro aceita redução de pena em troca de anistia”. “Bolsonaro concorda com inelegibilidade por prisão domiciliar”. “Bolsonaro aceita pena de 1 ano e 7 meses como alternativa à anistia”.
Se um marciano pousasse em Brasília pensaria que o “mito” ainda é o presidente a emparedar o Congresso e o STF com sua militância extremista como ocorria até se mandar para os Estados Unidos, em dezembro de 2022, e principalmente antes disso, até ser derrotado nas eleições. Afinal, onde já se viu um condenado a quase 30 anos de prisão, já detido em casa e inelegível, “aceitar” tanto o que jamais lhe foi oferecido?
Valdemar Costa Neto, dono do PL, finge com seus discursos e entrevistas, que é Bolsonaro quem manda na legenda. Dos EUA, ao contrário, o filho, Eduardo, literalmente dá uma banana – perdão pelo trocadilho – para o pai, pleiteando a liderança do partido. Porém, a cada nova sanção contra uma autoridade do governo ou do Supremo, ou a familiares destes, só perde apoio e enterra qualquer chance de ajuda ao patriarca do clã.
Só manda quem pode
Como a bancada bolsonarista no Congresso é coesa e aguerrida – ou ao menos era, até ser largada com a broxa da impunidade nas mãos, depois que o Senado enterrou a PEC da Blindagem, também conhecida como PEC da Bandidagem -, pode passar a impressão, aos menos atentos, que Jair Bolsonaro ainda tem tanto poder. A realidade, contudo, é outra, e se algum acordo vier a ocorrer, jamais será nas bases atualmente pretentidas.
Aliás, tanto pior para o “mito”, se de fato a química entre o presidente Lula e o doidão alaranjado Donald Trump terminar em “match”, e não em nitroglicerina, o que é mais provável. Caso uma reunião aconteça e, de lá, saiam no mínimo palavras menos belicosas – Romeu Zema, governador de Minas, diria “beliscosas” – o caixão eleitoral de Jair Bolsonaro já poderá ser lacrado, bem como os sonhos de uma tranquila aposentadoria em Angra.
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Comentários (3)
Ita
26.09.2025 19:09Ufa! assim nos livramos dos malucos e em 2026 temos que nos livrarmos do Nine. kkkkkkkkkkkkkkkk
Eliane ☆
25.09.2025 21:38Que os "anjos, digam amém ",e que esses bolsonaristas e Bolsonaro sejam eleitoralmente "sepultados ".
Maglu Oliveira
25.09.2025 21:10Ricardo, acho q vc anda lendo meus comentários, viu? kkkkk Eu vivo perguntando pq dão tanta bola (inclusive a imprensa) pra um cara com um pé na cadeia e outro na cova como se ele ainda tivesse algo a dizer a não ser "parem o mundo que eu quero descer, me tirem daqui" ou pro filho abilolado que quer ser o 1° PR em home office (se botar os pés aqui terá o destino do pai), ou pra mulher que até "ontem" morava na favela, fez 4 anos de estágio no Planalto, tomou banho de loja e já se acha gabaritada a comandar o país? E tem também aqueles dois imbecis que resolveram "contaminar" SC, um estado de gente educada, esforçada, trabalhadora, cuja capital, eles devem pensar, é o Baln.Camboriú. O mais tranquilo da família de afobados (de qq maneira olho vivo nele, em Bolsonaro eu não confio!) é o senador, pelo menos não parece que fugiu do Pinel. Aguardar. De qq maneira eu não aguento mais ouvir esse nome maldito. Affii!!!!