Câmara inicia processo para incluir Eduardo Bolsonaro em cadastro de devedor
Deputado federal que está nos EUA deixou de pagar dívida de mais de 13 mil reais por faltas não justificadas no mês de março
A Câmara dos Deputados confirmou, nesta quarta-feira, 24, que estão em curso os trâmites para inclusão do nome do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). O motivo é que ele deixou de pagar uma dívida de 13.941 reais e 40 centavos por faltas não justificadas na Casa ocorridas em março deste ano.
A Câmara afirma que instaurou um processo para apurar débito por faltas não justificadas do parlamentar naquele mês, em cumprimento a um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU). Assim, foi apurado o valor de 13.941 reais e 40 centavos.
“Devido à insuficiência de saldo na folha de pagamento de março, instaurou-se processo de cobrança administrativa individualizado. No dia 13 de agosto, foi encaminhada a respectiva Guia de Recolhimento da União (GRU), com vencimento em 12/09/2025. O ofício foi recebido fisicamente no gabinete por uma secretária parlamentar. Até o momento, no entanto, não houve quitação do débito“, acrescenta a nota.
Após a inclusão do nome do devedor no Cadin, o processo será enviado à Dívida Ativa da União (DAU), para prosseguimento da cobrança.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro. Pelas regras da Câmara, a ausência não justificada a uma sessão deliberativa leva a desconto no salário.
Processo no Conselho de Ética
Na terça-feira, 23, o Conselho de Ética da Câmara instaurou o processo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro referente à representação em que o PT pede a cassação do mandato do parlamentar por sua atuação nos Estados Unidos. O colegiado realizou também o sorteio de nomes para compor a lista tríplice destinada à escolha do relator do processo.
Compõem a lista os deputados Delegado Marcelo Freitas (União-MG), Paulo Lemos (Psol-AP) e Duda Salabert (PDT-MG). Um desses nomes será designado como relator futuramente. O presidente do Conselho, Fabio Schiochet (União-SC), disse que fará a escolha até sexta-feira, 26.
“É de conhecimento público que o representado, encontrando-se em gozo de licença parlamentar, estabeleceu residência temporária nos Estados Unidos. A partir desse território estrangeiro, por diversos canais e plataformas, o representado tem se dedicado de forma reiterada a difamar instituições do Estado brasileiro, com especial virulência contra o Supremo Tribunal Federal e seus Ministros, a quem tem publicamente chamado de ‘milicianos togados’ e ‘ditadores’”, argumenta o PT na representação.
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Comentários (1)
Eliane ☆
24.09.2025 22:01Podemos dizer que ele é um "caloteiro "?