PL recorre de decisão de Motta de barrar Eduardo como líder
Segundo Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Hugo Motta havia se comprometido a aceitar o movimento da oposição e depois recuou
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou nesta terça-feira, 23, que apresentará um recurso à Mesa Diretora da Câmara contra a decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de barrar a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para ser líder da minoria.
Sóstenes voltou a dizer que uma decisão da Mesa Diretora da Casa de março de 2015 dispensa Eduardo de registrar presença na Câmara se for líder de bancada e que, por isso, haviam indicado ele para a liderança da minoria.
Ele afirmou que comunicou a Motta previamente sobre esse movimento da oposição para livrar Eduardo de uma perda de mandato por faltas.
“Antes de mais nada, eu quero dizer que eu não tomo como líder nenhuma decisão sem antes conversar com o presidente Hugo Motta. Quando estudamos o regimento da Casa, as resoluções da Mesa e encontramos a brecha na resolução de 2015, a primeira coisa que eu fiz foi comunicar ao presidente Hugo Motta da nossa descoberta e do que nós faríamos. Então, em todo momento o presidente Hugo Motta sabia. Quando nós comunicamos a vocês da imprensa, ele já tinha ciência”, pontuou Sóstenes.
De acordo com o deputado, porém na segunda-feira, 22, Motta ligou para ele e disse que não poderia cumprir com Sóstenes o compromisso de aceitar o movimento. O líder do PL disse acreditar que o recuo de Motta foi por causa da sanção aplicada pelo governo americano à esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky.
“[Moraes] pressionar o presidente da Câmara, se é que isso aconteceu, não estou afirmando, porque o presidente Hugo Motta não me falou que foi ele que ligou, mas me estranhou a mudança de postura do presidente Hugo Motta depois da Magnitsky na família do ministro Alexandre de Moraes”, falou Sóstenes.
Ainda de acordo com ele, Motta não poderia ter indeferido a indicação de Eduardo de forma unilateral.
“Não vamos aceitar esta decisão do presidente Hugo Motta de forma unilateral. Estamos fazendo um recurso, porque foi dialogado e conversado com o presidente, e não vamos aceitar pressões externa corporis para impedir o exercício do deputado Eduardo Bolsonaro, eleito, que está aqui para representar os seus eleitores até o fim do seu mandato. Nós do PL e da oposição não deixaremos um dos nossos soldados para trás, muito menos o deputado Eduardo Bolsonaro”, declarou o líder do Partido Liberal.
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