Quaest: percepção sobre Moraes mudou após julgamento de Bolsonaro
Opinião sobre o possível impeachment do ministro do STF foi afetada de forma considerável, indica o levantamento
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 17, mostra uma mudança relevante na forma como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes (foto) é encarado após o julgamento do núcleo crucial da trama golpista, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em agosto, 46% dos consultados pelo instituto dizia achar que Moraes, relator do caso da trama golpista, deveria sofrer um impeachment. Esse número caiu para 36% no levantamento divulgado nesta terça. Já a resposta “não” foi de 43% para 52% no mesmo período.
A pesquisa indica também que melhorou a impressão dos brasileiros sobre o julgamento do ex-presidente, no qual apenas o ministro Luiz Fux votou para inocentar Bolsonaro e a maioria dos aliados, condenando apenas Mauro Cid e Walter Braga Netto por um único crime.

Como relator, Moraes foi o primeiro ministro a votar sobre o “núcleo crucial” da trama golpista, mas voltou a falar durante o voto de Cármen Lúcia, para contrapor o voto de Fux, que animou os aliados de Bolsonaro por se ater à busca de provas que corroborassem a denúncia da Procuradoria Geral da República.
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STF
“Quem se beneficiou com o julgamento foi o Supremo. Primeiro, porque cresceu a percepção de que o processo judicial contra Bolsonaro foi imparcial (saiu de 36% para 42%), enquanto diminuiu a tese de perseguição contra Bolsonaro (de 52% para 47%)”, resumiu Felipe Nunes, diretor da Quaest.
Além disso, subiu de 50% para 55% a proporção de pessoas que consideram que houve tentativa de golpe de Estado, e oscilou positivamente, de 52% par 54%, o percentual daqueles que acham que Bolsonaro participou do plano de tentativa de golpe.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 12 a 14 de setembro, e a pesquisa tem margem e erro de dois pontos percentuais e nível de confiabilidade de 95%.
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