Não é justo cobrir rombo das fraudes com dinheiro dos impostos, diz Viana
Presidente da CPMI do INSS afirmou que colegiado tem obrigação de exigir bloqueio do patrimônio de todos os envolvidos no roubo
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS afirmou nesta quinta-feira, 11, que o colegiado “tem por obrigação com todos os contribuintes brasileiros saber onde estão os recursos roubados”.
“Nós temos por obrigação exigir que a Justiça bloqueie o patrimônio de todos aqueles que levaram o dinheiro dos aposentados para uma vida hoje de muito luxo e, principalmente, de desrespeito ao Brasil”.
O congressista prosseguiu: “Porque não é justo com o contribuinte brasileiro que nós simplesmente tenhamos um rombo na previdência e vamos cobrir esse rombo com o dinheiro dos impostos do povo brasileiro, isso não é correto. Essa comissão tem essa obrigação com aqueles que contribuem para a previdência, mas também contribuem para o sustento deste país”.
As declaração foi feita na reunião desta quinta do colegiado. Ainda hoje, a comissão aprovou requerimentos de quebra dos sigilos bancário e fiscal do lobista conhecido como “Careca do INSS“ e do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que tem Frei Chico – irmão do presidente Lula (PT) – como vice-presidente.
Agora, a CPMI está colhendo agora o depoimento do ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira. Ele foi convidado e depõe como testemunha.
A comissão investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
“Extremamente envolvido”
No último dia 1º de setembro, o advogado Eli Cohen disse, em depoimento à CPMI, que o Sindnapi está “extremamente envolvido” na realização de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), citou ao advogado o nome de diferentes entidades, para que ele apontasse se possui informações de que elas fizeram os descontos irregulares.
Segundo Cohen, a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) também fazia fraudes e a Unabrasil é outra “extremamente envolvida”. O advogado apontou envolvimento de mais nomes.
Cohen foi responsável pelas investigações particulares iniciais que culminaram na deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Ele falou à comissão na condição de testemunha.
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