Lula exalta operação contra o PCC que “finalmente alcançou o andar de cima”
Petista comentou a megaoperação realizada em agosto contra esquema criminoso no setor de combustíveis
O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira, 9, que o combate ao crime organizado no Brasil finalmente “alcançou o andar de cima“, em referência à “Faria Lima”, ao comentar a megaoperação realizada em 28 de agosto contra um esquema criminoso no setor de combustíveis, comandado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Há poucos dias, realizamos no Brasil a maior operação da história contra o crime organizado, que finalmente alcançou o andar de cima do crime organizado: a Faria Lima, a famosa linha bancária do Brasil. Não podemos permitir que os moradores de periferias, os povos indígenas e as comunidades ribeirinhas tenham suas vidas marcadas pela violência, enquanto os endinheirados ficam impunes”, disse o petista, durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus,.
A operação mirou um sofisticado esquema financeiro de ocultação de recursos do tráfico de drogas e movimentou bilhões de reais.
Um dos alvos foi a região da Avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo, considerada um dos principais centros financeiros do país e símbolo do alto escalão do mercado.
Galípolo ‘isenta’ Faria Lima
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, saiu em defesa da “Faria Lima” e das fintechs, durante uma coletiva de imprensa.
“Isso significa que é possível fazer transferências de valores maiores, mas, para fazer, você vai ter que fazer mais de uma operação de Pix ou de TED. Quem tem uma conta numa instituição de pagamento não autorizada e também instituições que operem com fornecedores de serviço PSTi, que são provedores de serviço de tecnologia da informação”, detalhou o presidente do Banco Central, referindo-se a “instituições de diversos tipos que se ligam ao sistema por intermédio de um prestador de serviço terceirizado”. Há cerca de 250 instituições no Brasil nessa condição.
“Esse prestador de serviço terceirizado é um prestador de tecnologia. Ele não era uma financeira e, por isso mesmo, não está debaixo da supervisão do Banco Central. Porém, o que a gente assistiu foi que a prática foi levando a uma governança onde boa parte das instituições que são financeiras passaram parte das suas atribuições e tarefas na governança para esses PSTIs. E, ao atribuírem para esses PSTIs, esses PSTIs foram se caracterizando cada vez mais como uma infraestrutura crítica, a qual a gente passou a a entender que era necessário sair com as normas que vão ser publicadas hoje, para poder exigir parâmetros de governança e de segurança e de certificação dessa governança por parte de quem opera por intermédio dessas PSTIs”, explicou.
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Comentários (1)
RENATO CESAR REZEMINI
10.09.2025 06:30Acho que pode subir mais ..... talvez andares mais altos ainda...... e então possamos entender porque o crime no Brasil segue tão vigoroso a 40 anos....