Crusoé: “‘Faria Lima’ ou fintech são as vítimas do crime organizado”
Presidente do Banco Central anuncia medidas para proteger o sistema financeiro após operação policial contra o PCC e ataques hackers a bancos
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo (foto), anunciou nesta sexta-feira, 5, medidas para responder às investigações que mostraram a infiltração do crime organizado no mercado financeiro brasileiro e a recentes ataques hackers, como o que resultou no desvio de 670 milhões de reais. Durante a apresentação das medidas, Galípolo saiu em defesa da “Faria Lima” e das fintechs.
O presidente do BC dividiu as medidas anunciadas em dois tipos, de “contenção excepcional” e de “antecipação de coisas que já estavam na agenda”. Ele explicou que as instituições de pagamento não autorizadas vão passar a ter um limite de 15 mil reais para transferências por TED e Pix. O limite será automático, feito pelo sistema do BC, sem depender das instituições.
“Isso significa que é possível fazer transferências de valores maiores, mas, para fazer, você vai ter que fazer mais de uma operação de Pix ou de TED. Quem tem uma conta numa instituição de pagamento não autorizada e também instituições que operem com fornecedores de serviço PSTi, que são provedores de serviço de tecnologia da informação”, detalhou o presidente do Banco Central, referindo-se a “instituições de diversos tipos que se ligam ao sistema por intermédio de um prestador de serviço terceirizado”. Há cerca de 250 instituições no Brasil nessa condição.
“Esse prestador de serviço terceirizado é um prestador de tecnologia. Ele não era uma financeira e, por isso mesmo, não está debaixo da supervisão do Banco Central. Porém, o que a gente assistiu foi que a prática foi levando a uma governança onde boa parte das instituições que são financeiras passaram parte das suas atribuições e tarefas na governança para esses PSTIs. E, ao atribuírem para esses PSTIs, esses PSTIs foram se caracterizando cada vez mais como uma infraestrutura crítica, a qual a gente passou a a entender que era necessário sair com as normas que vão ser publicadas hoje, para poder exigir parâmetros de governança e de segurança e de certificação dessa governança por parte de quem opera por intermédio dessas PSTIs”, explicou.
Por que 15 mil reais?
Segundo o presidente do BC, o valor de 15 mil reais foi definido…
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
11.09.2025 14:01Crime organizado começa lá no nosso Supremo, que soltou chefe de gang e até hoje, nem imprensa e ninguém gosta de comentar, mas o povão que vota e elege, mesmo que seja um corrupto, quer saber.