Ato na Paulista reuniu 42,2 mil pessoas, diz USP
Público cresceu 12% em comparação ao último protesto bolsonarista na capital paulista
A manifestação deste 7 de Setembro na Avenida Paulista, em apoio a Jair Bolsonaro, reuniu 42,2 mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político, do Cebrap, USP, em parceria com a ONG More in Common.
O levantamento foi feito com base em imagens aéreas analisadas por software de inteligência artificial, com margem de erro de 12%. No momento de pico, havia entre 37,1 mil e 47,3 mil participantes, segundo a metodologia.
O público cresceu 12% em comparação ao último protesto bolsonarista na cidade, realizado em agosto, que reuniu 37,6 mil pessoas. O ato deste domingo foi o quarto maior dos oito promovidos na Paulista por apoiadores do ex-presidente desde 2022, segundo o grupo.
O número também superou em muito a manifestação da esquerda contra a proposta de anistia a Bolsonaro, que juntou 8,8 mil pessoas na Praça da República, no centro de São Paulo, também de acordo com o monitor.
O método usado para a contagem, chamado Point to Point Network (P2PNet), identifica automaticamente as cabeças das pessoas nas imagens capturadas por drones. A tecnologia tem precisão de 72,9% e acurácia de 69,5%, garantindo que cada indivíduo seja contabilizado com margem de erro de 12%.
O banco de imagens utilizado no levantamento está disponível para consulta pública e pode ser validado por qualquer cidadão, inclusive por contagem manual dos participantes.
Ato na Paulista reúne Tarcísio, Michelle e Malafaia
O ato na Avenida Paulista contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do pastor Silas Malafaia, do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, do ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol, entre outros.
Em discurso, Tarcísio defendeu uma anistia “ampla e irrestrita” para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria ser autorizado a concorrer em 2026. Ele criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), chamou o ministro Alexandre de Moraes “ditador” e “tirano”.
Michelle Bolsonaro chorou ao falar sobre a situação do marido e pediu oração.
“Não têm sido dias fáceis. Estou tendo que me desdobrar como mãe, esposa, presidente do PL Mulher e antes de tudo como amiga, para poder cuidar dele, para que ele fique bem”, disse.
Já o pastor Silas Malafaia acusou Moraes de perseguição religiosa e política ao incluí-lo em um inquérito sobre tentativa de obstrução da ação penal da suposta trama golpista. Ele também chamou o magistrado de ditador.
“Há quatro anos, em mais de 50 vídeos, em todas as manifestações, eu venho denunciando os crimes do ditador da toga Alexandre de Moraes.”