Tarcísio: “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”
Em ato na Avenida Paulista, governador de São Paulo sobe o tom das críticas ao ministro do STF
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), subiu o tom das críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante discurso na Avenida Paulista neste domingo, 7 de setembro. Essa foi a primeira vez que o governador fez ataques explícitos contra o magistrado.
“Por que vocês estão gritando isso? Talvez porque ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”, disse Tarcísio ao ouvir o público gritar “Fora, Moraes”. Ele afirmou ainda que os réus da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado são “presos políticos”.
“A Justiça vai se reestabelecer. Eu tenho certeza que nós vamos fazer Justiça para o Bolsonaro. Eu tenho certeza que os presos políticos vão ser libertos porque o bem vai vencer o mal. Nós não vamos aceitar que nenhum ditador diga o que a gente tem que fazer.”
Tarcísio também questionou a validade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, e sugeriu que ocorreu sob coação:
“Não se pode destruir a democracia sob o pretexto de resgatá-la. A gente não topa a impunidade. A impunidade deixaria uma ferida aberta, deixaria uma cicatriz, mas também a gente não pode topar uma condenação sem prova. A condenação sem prova abre uma ferida que nunca vai fechar.”
Governador cobra anistia
O governador de São Paulo defendeu a aprovação da anistia geral, que inclui Bolsonaro.
“Se a gente está aqui hoje defendendo uma anistia, é porque a gente sabe que esse processo está maculado”, afirmou, pressionando o presidente da Câmara, Hugo Motta, a pautar o projeto.
Ele também enviou um recado direto ao STF:
“Não vamos aceitar a ditadura de um Poder sobre o outro. Chega.”
O governador citou ainda a fala do ministro André Mendonça, do STF, sobre a necessidade de equilíbrio institucional entre os poderes e a autocontenção do Judiciário.
Tarcísio criticou Moraes de forma indireta como “ditador” e afirmou que o julgamento do ex-presidente Bolsonaro trata de “um crime que não existiu”.
Também reafirmou que Bolsonaro será o candidato em 2026 e lembrou que sua ausência no ato se deve à prisão domiciliar.
“Essa festa aqui não está completa, porque Jair Messias Bolsonaro não está aqui conosco.”
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Comentários (4)
Osmair Mendonça
07.09.2025 23:23Menos Tarcísio , menos. Bolsonaro nem de longe é tudo isso.
Joaquim Arino Durán
07.09.2025 21:19Tarcísio está sobrevalorizando a chusma bolsonarista.
Fabio B
07.09.2025 20:34O Tarcísio já foi o menino da Dilma, foi o menino do Temer, foi o menino do Bolsonaro, e hoje, mesmo ainda mantendo a lealdade ao mito, ele é o menino do Ciro Nogueira, que é quem veio nos último anos costurando o acordo com o centrão para tê-lo como o grande candidato do blocão. Acho que as chances do Tarcísio vencer são grandes, mas não esperem mudanças significativas. Ele será eleito para manter o pacto de 1988, o pacto que mantém essa mesmas elites bastante confortáveis.
FRANCISCO JUNIOR
07.09.2025 18:25Brasil precisa urgentemente de líderes decentes de direita. Bolsonaro não se enquadra no quesito, Tarcísio está nesse caminho. Sobra Caiado? Ratinho? Eduardo Leite, mais ao centro? Vão ser as minhas opções.