Deputado indicado por Motta para relatoria da CPMI é alvo de operação da PF
Corporação fez busca e apreensão em endereço de Ricardo Ayres; parlamentar disse que "fatos serão devidamente esclarecidos"
O deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) foi um dos alvos da 2ª fase da Operação Fames-19, deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira, 3, para aprofundar as investigações sobre o desvio de recursos públicos voltados ao enfrentamento da pandemia de covid. A corporação cumpriu mandado de busca e apreensão em endereço do congressista.
No mês passado, Ayres chegou a ser anunciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), como o relator da CPMI do INSS. Porém, com a oposição emplacando o senador Carlos Viana (Podemos-MG) na presidência do colegiado, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi designado relator em seu lugar.
Na operação desta quarta, no total, foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, para reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos.
As investigações tramitam sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com a PF, elas apontam “fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021, período em que os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas”.
No âmbito das investigações, a Justiça autorizou nesta quarta o afastamento por seis meses do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), do cargo.
Ayres se posicionou por meio de nota sobre o fato de ter sido um dos alvos da Fames-19 hoje. “Recebo com serenidade a deflagração da nova fase da Operação Fames-19, conduzida pela Polícia Federal, em razão exclusiva de eu ter exercido, à época dos fatos investigados, o mandato de deputado estadual. Minha participação se restringiu à destinação de emendas parlamentares para a aquisição de cestas básicas, cuja compra e entrega foram de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo”, disse o integrante do Republicanos.
“De todo o inquérito ao qual tive acesso hoje, há apenas uma nota fiscal com meu nome manuscrito, cujo valor corresponde exatamente ao montante da emenda destinada às cestas básicas. Não há qualquer menção ao meu nome em diálogos, tampouco movimentação de recursos que me envolva. É evidente que a referência manuscrita em documento da empresa serviu apenas para controle interno, algo que não me compete e sobre o qual não tive qualquer participação”.
Ele prosseguiu: “Reitero meu absoluto respeito às instituições e ao trabalho investigativo em curso, colocando-me integralmente à disposição para colaborar com as autoridades sempre que necessário, certo de que os fatos serão devidamente esclarecidos”.
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Comentários (1)
Junior
04.09.2025 05:34Cada pena que puxa sai mais uma galinha....kkk