Operação contra PCC usou “mesma estratégia da Lava Jato”, diz Moro
"Atuação conjunta entre os órgãos públicos é essencial no combate ao crime organizado", afirmou o senador e ex-juiz
O senador Sergio Moro (União-PR) afirmou que a megaoperação deflagrada nesta quinta-feira, 28, contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) usou a “mesma estratégia da Lava Jato que os bandidos e seus aliados tentaram insistentemente demonizar”.
“Essa operação contra o PCC confirma que a integração e a atuação conjunta entre os órgãos públicos (MPs, Polícias e Receitas, entre outros) é essencial no combate ao crime organizado e à criminalidade em geral. Foi a mesma estratégia da Lava Jato que os bandidos e seus aliados tentaram insistentemente demonizar. Já passou da hora de ser retomado o modelo de forças tarefas para que as organizações criminosas sejam desmanteladas”, escreveu o ex-juiz da Lava Jato no X.
Para a operação contra o crime organizado no setor de combustíveis, Ministério Público de São Paulo, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Polícias Civil e Militar, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo mobilizaram 1.400 agentes.
Operação Carbono Oculto
Batizada de Carbono Oculto, a megaoperação foi deflagrada nesta quinta para desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro articulado pelo PCC no setor de combustíveis.
Estão na mira dos investigadores várias empresas envolvidas na cadeia de importação, produção e distribuição, além de postos de combustíveis.
Segundo a Receita Federal, o PCC utilizava fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
Ao todo, 42 alvos foram localizados em cinco endereços na avenida Faria Lima, em São Paulo.
Pelo menos 40 fundos de investimento (multimercado e imobiliários) eram controlados pelo Primeiro Comando da Capital.
Mais de 1 bilhão de reais em bens foram bloqueados.
Localizada a 313 quilômetros de São Paulo, a cidade de Ribeirão Preto foi apontada como o núcleo financeiro do esquema criminoso.
Só em Ribeirão, foram cumpridos 23 mandados.
As investigações apontam que os fundos de investimento teriam financiado a compra de um terminal portuário, quatro usinas de álcool e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis, além de mais de 100 imóveis.
Com o dinheiro dos fundos, foram adquiridas seis fazendas no interior de São Paulo avaliadas em 31 milhões de reais e uma residência em Trancoso, na Bahia, por 13 milhões de reais.
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Comentários (2)
Otreblig50
29.08.2025 08:26Operação LAVA JATO 2 !!! Vai acabar igual ??? Os órgãos das ações não "CONVERSARAM ENTRE ELES ", para organizar as atividades ?? Agora um único FDP do STF, vai LIQUIDAR todo o processo com uma canetada?? E essas empresas vão continuar a FUNCIONAR NORMALMENTE ??? E NINGUÉM VAI SER PUNIDO !!! E A GRANA ROUBADA VAI SER RECUPERADA ???? OU TUDO VAI VIRAR OUTRA ENORME E FEDORENTA PIZZA .....
GIL FERREIRA FERNANDEZ
29.08.2025 08:08Cuidado, Moro, com suas colocações. Assim, logo, logo o STF anula tudo e ainda faz o vulgo Marcola, de vítima. E quiça, consigam elegê-lo a presidente.O juiz que autorizou essas operações que se cuide.