Investimentos com destino a Miami
De casas de alto padrão a apartamentos para Airbnb, a Flórida continua sendo o endereço favorito dos brasileiros para investir em imóveis
Principal destino dos investidores estrangeiros em imóveis nos EUA, o estado da Flórida vem passando por um boom imobiliário nos últimos anos, estimulado em grande parte pelos latino-americanos – tanto os investidores quanto os imigrantes.
Os primeiros dados desde a posse de Donald Trump mostram que a imigração está caindo muito – na verdade, desde antes, ainda na campanha eleitoral de 2024. Mas o mercado imobiliário continua investindo no potencial dos turistas e investidores latinoamericanos.
Quando se verificam as estatísticas do Florida Realtors, os brasileiros ficam em quarto lugar no ranking de estrangeiros compradores de imóveis, com 6% das vendas em volume de unidades. Mas, quando se olha para o valor investido, o Brasil fica em segundo, com 695 milhões de dólares anuais, perdendo apenas para o Canadá – o que significa que a tendência agora são menos pessoas no mercado, comprando imóveis de maior valor.
Miami
As aquisições dos brasileiros acontecem em empreendimentos por toda a Flórida – Fort Lauderdale, Boca Ratón, Orlando, entre outras. Mas a grande estrela continua sendo Miami.
A explicação é simples. Além de receber cerca de 20 milhões de turistas por ano, a metrópole é também uma das 50 top Cidades para Milionários do mundo, no ranking da Henley Global.
Entre as cidades americanas, é a única considerada pela consultoria como um hot spot de crescimento de centimilionários – aqueles que ainda não são bilionários, mas estão no caminho, com fortunas avaliadas na casa das centenas de milhões de dólares. Essa categoria é considerada o indicador mais importante de potencial de rentabilidade nos mercados imobiliários de luxo.
O mercado da Flórida, portanto, abarca desde os imóveis compactos, que são alugados via Airbnb para atender a grande massa de turistas, até as unidades de luxo, dirigidas aos consumidores de altíssimo poder aquisitivo que querem ter um endereço nos Estados Unidos.
Há compradores brasileiros para cada nível da pirâmide, e diversas empresas estão investindo em ofertas para atender esse universo.
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Flórida
Um exemplo é a Waltz, uma empresa criada pelo israelense Yuval Golan para facilitar as compras de imóveis por estrangeiros. Ela já identificou que 85% dos imóveis adquiridos por brasileiros nos EUA ficam na Flórida – principalmente para investimento – e alocou uma equipe específica para atender esse público.
A Waltz financia até 70% do valor dos imóveis, e ajuda com serviços para navegar a burocracia americana, desde a abertura de contas até a criação de empresas para registrar a propriedade dos imóveis.
Alguns dos empreendedores da Flórida que miram o mercado nacional também são brasileiros. Um exemplo é João Vianna, um dos fundadores da Loft, unicórnio do mercado imobiliário, que criou a Invisto, cujo modelo de negócios é comprar casas antigas em bairros de alto padrão, botar abaixo e, no lugar, construir residências de luxo. A empresa já fez mais de 100 empreendimentos, captou 65 milhões de dólares em seu primeiro fundo, e pretende levantar 200 milhões de dólares no segundo.
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Brasileiros
Muitos empreendimentos buscam aproveitar o grande fluxo de brasileiros pela Flórida. Como a North Development, de Miami, que está construindo um condo-hotel (projeto que inclui torre de hotel e ala residencial) no bairro de Brickell, um dos mais valorizados de Miami.
O Domus Brickell Center terá duas torres, com apartamentos de um e dois quartos, com valores começando em 500 mil dólares. As unidades estão sendo oferecidas a investidores brasileiros interessados em adquirir imóveis para alugar como Airbnb – que oferece um retorno bem superior ao do aluguel convencional.
Além do argumento da rentabilidade para atrair os compradores, a incorporadora oferece crédito de 5 mil dólares no ato da escritura para quem viajar aos EUA para assinar a compra. Além de uma bonificação de 1 milhão de pontos no program de fidelidade da Azul Linhas Aéreas. E até um finder’s fee para o comprador que indicar um amigo que também feche negócio.
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