Governo Trump denuncia Ortega por “desaparecimento” de pastor evangélico
"Desde 2024, a ditadura Murillo-Ortega "desapareceu" pelo menos 20 nicaraguenses", diz agência americana
O governo Trump acusou nesta terça, 20, a ditadura nicaraguense de Daniel Ortega de sumir com pelo menos 20 pessoas, incluindo um “pastor evangélico”, desde o ano passado.
“Desde 2024, a ditadura Murillo-Ortega “desapareceu” pelo menos 20 nicaraguenses, incluindo mães, idosos e, mais recentemente, um pastor evangélico, após prisões injustas. Suas famílias merecem saber seu paradeiro agora e não sofrer a vitimização secundária de uma ditadura cruel”, diz trecho da publicação do Escritório do Hemisfério Ocidental dos EUA.
A denúncia dos Estados Unidos reforça a política de perseguição do regime da Nicarágua contra lideranças religiosas e opositores.
Exército conjugal?
Em março, a Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou uma reforma legal para conceder à primeira-dama Rosario Murillo o controle direto do Exército.
A medida consolida o modelo de poder familiar que domina o país há mais de uma década e elimina qualquer contrapeso ao casal presidencial.
Ao modificar o Código de Organização, Jurisdição e Provisão Militar, a reforma estabelece que “o Exército da Nicarágua está sob o comando da Presidência da República como Comandante Supremo”.
A vice-presidência da Nicarágua foi dissolvida em fevereiro de 2025 por uma reforma constitucional.
Desde então, Rosario Murillo foi elevada ao posto de “copresidente”, compartlhando formalmente o comando do país ao lado do marido e ditador Daniel Ortega.
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