Podemos sai em defesa de prefeito de São Bernardo do Campo após afastamento
Marcelo Lima foi afastado do cargo pela Justiça em decorrência de a uma operação da Polícia Federal para investigar corrupção
A Executiva Nacional do Podemos saiu em defesa do prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Marcelo Lima, que é filiado ao partido, diante do seu afastamento do cargo. Ele foi afastado, nesta quinta-feira, 14, em decorrência de a uma operação da Polícia Federal (PF) para investigar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na prefeitura da cidade, localizada no ABC Paulista.
“Em oito meses de mandato, nós, do Podemos, reconhecemos o grande trabalho que nosso prefeito de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Marcelo Lima, vem realizando pela população e na cidade”, inicia a nota do partido.
“Confiamos na lisura da conduta de Marcelo Lima e acreditamos também ser necessária prudência em relação todo tipo de manifestação leviana, sem as devidas informações acerca das recentes investigações. Reafirmamos nossa crença na importância de que as apurações devam ocorrer com responsabilidade e respeito às garantias legais, inclusive com o necessário direito de defesa”, complementa.
A PF chegou a pedir a prisão do prefeito, mas a solicitação foi negada pela Justiça. Além do afastamento do cargo por um ano, a Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica para Marcelo Lima.
O presidente da Câmara Municipal de São Bernardo, vereador Danilo Lima Ramos (Podemos), primo do prefeito Marcelo Lima, e o suplente de vereador Ary José de Oliveira (PRTB) também estão entre os alvos da operação.
Operação Estafeta
A Polícia Federal deflagrou a Operação Estafeta para apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na administração pública do município de São Bernardo do Campo.
Por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, os policiais foram às ruas cumprir dois mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão.
O TJ-SP também ordenou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.
A operação é realizada nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema, todas no estado de São Paulo.
Apreensão de 14 milhões de reais
As investigações começaram em julho de 2025 a partir da apreensão de 14 milhões de reais em espécie – em notas de real e dólar – na posse de um servidor público suspeito de integrar a organização criminosa.
Em comunicado, a PF afirmou que os investigados, entre os quais está o prefeito Marcelo Lima, poderão responder, na medida de suas condutas, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa.
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