Impeachment de ministro do STF é “a coisa mais urgente no Brasil”, diz Van Hattem
Deputado discursou como pré-candidato ao Senado em ato para oficialização de aliança do Novo e PL no Rio Grande do Sul
Discursando nesta quinta-feira, 24, como pré-candidato a senador pelo Rio Grande do Sul nas eleições de 2026, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que impeachment de ministro do Supremo Tribuna Federal (STF) é “a coisa mais urgente“ no país. O discurso ocorreu na sede estadual do Partido Liberal (PL) no território gaúcho, durante um ato para oficialização de uma aliança entre Novo e PL no RS para o pleito do próximo ano.
A aliança, que tem a chancela do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prevê uma chapa com o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) como candidato a governador do estado e Van Hattem e o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) como candidatos ao Senado.
“Vamos precisar, na próxima eleição, eleger dois senadores de direita no Rio Grande do Sul. Não podemos mais mandar um petista e um de direita, porque senão não vamos aumentar aquela que é a maior razão para o desequilíbrio institucional, que é o tamanho da nossa oposição hoje, menor do que os 41 [senadores] necessários para a gente poder ter um impeachment de um ministro do STF, que é a coisa mais urgente, hoje, no nosso Brasil“, declarou Van Hattem.
Ainda de acordo com o deputado, é preciso colocar cada Poder “no seu devido lugar”. “E o STF, que não pode estar acima nem abaixo da Constituição, dentro dela. E os abusadores de autoridade vão ter que se encontrar com a lei, e ser efetivamente, um dia, espero que logo, investigados e julgados. E aí o povo brasileiro decide se eles vão ter anistia ou não vão ter anistia, porque quem está descumprindo a lei são eles”.
Van Hattem classificou o atual momento do Brasil como “grave” e disse que a eleição de 2026 pode ser “a última”. “E quem acha que isso é brincadeira, quem ainda acha que estamos exagerando, olha o que aconteceu na Venezuela. A eleição passada lá foi absolutamente fraudada, com as provas de toda fraude, e o que vimos foi que apesar de todas as provas, o Lula continuou endossando o ditador maduro. Eles estão do lado dos ditadores, eles estão do lado de quem faz esse tipo de coisa no processo eleitoral”, pontuou.
Corruptos no Senado?
Sanderson também discursou no ato. Segundo o parlamentar, o Senado não vota impeachment de ministro do STF atualmente porque há muitos senadores “omissos”, “covardes” e “corruptos“.
“Os senadores que lá estão, hoje, já poderiam ter acabado com essas crises todas, mas não fazem porque muitos deles são omissos, muitos são covardes, outros são corruptos mesmo, cúmplices, são passadores de pano de abusadores que há muitos anos estão aí atrapalhando o bom andamento do Brasil”, declarou.
Ele ressaltou que é o Senado tem a responsabilidade constitucional de punir ministros do STF que cometem abusos.
“Estamos, sim, com um espírito de abnegação muito grande para, no âmbito nacional, e essa é nossa missão, Van Hattem, lá no Senado Federal, fazer o que tem que ser feito. E se me perguntarem o que precisa ser feito, é cumprir a Constituição, que hoje não é cumprida. Fazer com que os abusadores que aí estão paguem criminalmente, civilmente, administrativamente e politicamente por todos os males que vêm cometendo. Não dá para aceitar”, pontuou.
Sanderson ainda disse que se a direita não se organizar e se unir, perderá as eleições do próximo ano.
“Se a direita não se organizar e não andar de braços dados, não ganha a eleição, e nós vamos, aí, sim, entrar no caos. Não vão pensar que a esquerda está morta, porque não está. Eu atuei na Operação Lava Jato, sei o que esses bandidos fizeram. Por meio de uma chicana lá no STF, botaram esse sujeito [Lula] de novo no Planalto. Eles são deletérios, destroem tudo”, falou o deputado.
“E mesmo com esse rapaz que está lá hoje no Palácio do Planalto preso, lá em Curitiba, eles colocaram o [Fernando] Haddad no segundo turno contra o Bolsonaro com aquela força toda [em 2018], elegeram 55 deputados federais. Então vocês acham que agora a esquerda está morta? Negativo”.
O PL busca o apoio do PP e do Republicanos para fazerem parte da aliança no Rio Grande do Sul também.
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