Tarifaço de Trump: senadores se reúnem com Mauro Vieira antes de missão aos EUA
Comissão planeja se encontrar com empresários e senadores americanos para discutir a imposição de tarifas extras de 50%
Integrantes da comissão externa do Senado destinada a manter diálogo in loco com parlamentares americanos sobre as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos fizeram uma reunião virtual com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, nesta quarta-feira, 23.
Eles trataram da missão que o colegiado fará a Washington, na próxima semana, para discutir com senadores dos EUA sobre a decisão do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas extras de 50% sobre os produtos brasileiros.
Segundo o presidente do grupo, Nelsinho Trad (PSD-MS), que preside também a Comissão de Relações Exteriores do Senado, a agenda técnica da missão será elaborada até o final desta semana. A ideia é que o grupo se reúna para discutir o “tarifaço” não só com parlamentares dos Estados Unidos, mas também com empresários americanos que possuem negócios com o Brasil e empresários brasileiros que têm negócios com o país norte-americano.
Trad foi um dos participantes da reunião com Mauro Vieira nesta quarta. Além de senadores e do chanceler, participaram ainda a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, diplomatas, a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Prazeres, e o chefe de gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin, Pedro Guerra.
Na ocasião, Mauro Vieira detalhou os esforços recentes do governo brasileiro em interlocuções com o setor privado dos EUA e com autoridades do Tesouro do país norte-americano. Além disso, disse que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos mantiveram superávit de 410 milhões de dólares na balança com o Brasil e que a forma como as duas economias se complementam tem sido sistematicamente apresentada aos EUA.
De acordo com a Comissão de Relações Exteriores do Senado, estudos técnicos apontam as novas tarifas impostas pelos EUA podem desestabilizar setores estratégicos da economia do Brasil, como o agronegócio, a metalurgia, a energia, a indústria de transformação e a produção de celulose, colocando em risco até 1,9 milhão de empregos em diferentes estados.
Já estados americanos como Califórnia, Flórida , Texas e Nova Jersey dependem fortemente das exportações brasileiras – como petróleo bruto, ferro e aço, café, açúcar, carnes, celulose e peças de aeronaves – e agora podem se ver diante de interrupções em cadeias produtivas estratégicas e fluxos bilaterais de investimento.
A previsão é que a missão dos senadores a Washington ocorra de 28 a 30 de julho.
Eduardo Bolsonaro criticou missão
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, criticou na terça-feira, 22, a iniciativa dos senadores.
“Diante da formação de uma comitiva de senadores brasileiros que pretende vir aos Estados Unidos para tratar da Tarifa-Moraes imposta pelo presidente Trump, registro de forma categórica e inequívoca que tais parlamentares não falam em nome do Presidente Jair Bolsonaro”, escreveu no X.
“Essa iniciativa me parece seguir o padrão de sempre: políticos que visam adiar o enfrentamento dos problemas reais, vendendo a falsa ideia de uma ‘vitória diplomática’ enquanto ignoram o cerne da questão institucional brasileira”.
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Comentários (2)
Ita
23.07.2025 18:21Esse Bananinha pirou de vez. kkkkkkkkkkkk
Claudemir Silvestre
23.07.2025 15:32O Ministério de Relações Exteriores do desgoverno LULA só tem tempo para conversar com seus pares no IRAN e na RUSSIA !! Pra que relação com EUA , segundo maior parceiro comercial do Brasil ??? 🤷🏻🤷🏻🤷🏻🤷🏻