Eduardo Bolsonaro reclama de senadores que tentam negociar ‘tarifaço’
Deputado afirma que a comitiva ignora exigências de Trump e alega que parlamentares não representam o ex-presidente Bolsonaro
O deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nesta terça-feira, 22, uma nota pública com críticas à iniciativa de senadores que pretendem formar uma comitiva para negociar a tarifa extra de 50% imposta por Donald Trump sobre todos os produtos brasileiros.
Segundo Eduardo, os parlamentares envolvidos “não falam em nome” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que a comitiva visa “adiar o enfretamento dos problemas reais” do país.
“Essa iniciativa me parece seguir o padrão de sempre: políticos que visam adiar o enfrentamento dos problemas reais, vendendo a falsa ideia de uma “vitória diplomática” enquanto ignoram o cerne da questão institucional brasileira“, diz trecho.
Eduardo também alega que a tentativa do senadores desconsidera a carta enviada por Trump sobre os “caminhos que o Brasil deve percorrer” para “restaurar a normalidade democrática“.
Eis a nota na íntegra:
“Diante da formação de uma comitiva de senadores brasileiros que pretende vir aos Estados Unidos para tratar da Tarifa-Moraes imposta pelo presidente Trump, registro de forma categórica e inequívoca que tais parlamentares não falam em nome do Presidente Jair Bolsonaro.
Essa iniciativa me parece seguir o padrão de sempre: políticos que visam adiar o enfrentamento dos problemas reais, vendendo a falsa ideia de uma “vitória diplomática” enquanto ignoram o cerne da questão institucional brasileira.
Trata-se de um gesto de desrespeito à clareza da carta do Presidente Trump, que foi explícito ao apontar os caminhos que o Brasil deve percorrer internamente para restaurar a normalidade democrática. Buscar interlocução sem que o país tenha feito sequer o gesto mínimo de retomar suas liberdades fundamentais – como garantir liberdade de expressão e cessar perseguições políticas – é vazio de legitimidade. O constrangimento se agrava com a presença de senadores ligados ao partido de Lula, político que sistematicamente adota posturas hostis aos EUA.
Reafirmo que não tenho qualquer vínculo com essa iniciativa parlamentar, fadada ao fracasso. Mas confesso até simpatizar com a ideia de que venham: não por acreditar que terão sucesso, mas porque poderão constatar que aquilo que eu e Paulo Figueiredo temos dito – não há sequer início de discussão sem anistia ampla, geral e irrestrita!“
Leia mais: Trump cita “ordens de censura” e Bolsonaro ao impor tarifas de 50% ao Brasil
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Claudemir Silvestre
22.07.2025 20:19Esse Eduardo não passa de um individualista que só pensa nele e na família!!! E os milhares de empregos ameaçados ?? Empresas que podem simplesmente desaparecer ?? Facil para ele morar nos EUA, e os brasileiros aqui que se lasquem !!