PT pede bloqueio de salário de Eduardo Bolsonaro por “ausência injustificada”
Está no pacote, pedidos para que Hugo Motta – presidente da Casa – determine a suspensão do uso do cotão parlamentar, entre outros benefícios
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta segunda-feira, 21, um pedido à Presidência da Casa para que sejam suspensos o pagamento de salário e verbas parlamentares ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além da adoção de medida cautelar para suspender o exercício do seu mandato.
Está no pacote, pedidos para que Hugo Motta – presidente da Casa – determine a suspensão do salário de Eduardo, do uso do cotão parlamentar, entre outros benefícios. O documento ainda solicita que o caso seja encaminhado à Corregedoria da Câmara e ao Ministério Público Federal.
Na petição, Lindbergh afirma que Eduardo está ausente do país desde que obteve licença de 120 dias, em março, e que não retornou às atividades parlamentares após o fim do afastamento, em 20 de julho. Segundo o documento, o parlamentar segue atuando politicamente nos Estados Unidos, sem comunicação formal à Câmara, o que, na visão da bancada petista, viola o regimento interno e a Constituição.
“Sua permanência nos Estados Unidos, sem vínculo funcional com a Câmara, e a atuação política financiada com recursos de origem duvidosa, como confessado por seu pai, não podem ser naturalizadas como parte da vida parlamentar regular.”, afirma o líder do PT.
O partido aponta que, mesmo licenciado, Eduardo utilizou a condição de parlamentar para se envolver em articulações políticas no exterior e que, em 2025, já custou mais de 700 mil reais aos cofres públicos, com apenas 13 presenças em plenário registradas no ano. Ele também é alvo de duas representações no Conselho de Ética por quebra de decoro e abuso das prerrogativas do cargo.
PL tentará ‘home office’ para Eduardo Bolsonaro
Como mostramos mais cedo, a bancada do PL vai pressionar o presidente da Câmara a aprovar uma mudança no regimento interno na Casa para permitir Eduardo Bolsonaro possa exercer seu mandato de forma remota.
Segue sem avanço na Câmara dos Deputados o projeto de resolução que altera o regimento interno da Casa para permitir o exercício remoto do mandato de Eduardo, que está nos Estados Unidos desde março. A proposta foi apresentada em 3 de junho pelo deputado Evair de Melo (PP-ES).
O texto, revelado em primeira-mão por este portal, ainda não tem previsão de ser analisado. A licença de Eduardo terminou no próximo domingo, 20, e, até o momento, não há solução legislativa para garantir a manutenção do mandato do filho do ex-presidente da República.
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Comentários (1)
Geraldo Melo Filho
21.07.2025 14:38Só para entender: ele acabou a licença ontem. Hoje é o primeiro dia dele e o Congresso está de recesso. Ausência injustificada no recesso? Todos os ausentes de Brasília vão ser descontados?