Psol pede cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro
Segundo o partido, deputado federal do PL conspirou com o governo dos Estados Unidos para "sabotar instituições nacionais"
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) protocolou, nesta sexta-feira, 11, no Conselho de Ética da Câmara, uma representação com pedido de cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por quebra de decoro parlamentar. A sigla alega que o congressista desonrou o mandato, abusando das prerrogativas parlamentares para agir contra os interesses nacionais, conspirar com potências estrangeiras e atentar contra a soberania e as instituições brasileiras.
O Psol afirma que, mesmo afastado formalmente do exercício do mandato, Eduardo “utilizou seu cargo e prestígio institucional para articular, junto a autoridades estrangeiras, sanções políticas e econômicas contra o Brasil, especialmente contra o STF e seus ministros, com o objetivo de blindar Jair Bolsonaro e aliados de responsabilização judicial pelos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023″.
O partido ressalta que, desde o início de 2025, ele permanece nos Estados Unidos, intensificando articulações com congressistas norte-americanos e lideranças conservadoras. Além disso, diz que ele confessou que a decisão dos EUA de impor tarifas extras de 50% sobre os produtos brasileiros foi resultado direto de sua articulação política internacional.
“A confissão pública do parlamentar evidencia intenção dolosa e planejada de promover pressão externa sobre as instituições brasileiras, configurando verdadeiro lobby internacional contra a soberania nacional e contra o funcionamento regular do Poder Judiciário”, pontua a representação.
Ainda nas palavras do Psol, “a conduta do representado configura uma espécie de ‘segunda etapa do 8 de Janeiro’, substituindo a força bruta por pressão internacional articulada por um parlamentar brasileiro contra seu próprio país”.
Para o partido, Eduardo violou “todas as balizas que sustentam o mandato parlamentar“. “Atuou contra o Brasil, conspirou com governo estrangeiro para sabotar instituições nacionais, confessou publicamente seus atos, celebrou os prejuízos causados e utilizou recursos públicos no processo”.
Na quinta-feira, 10, o Psol protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) com pedido de decretação imediata da prisão preventiva de Eduardo, por causa da atuação dele nos Estados Unidos. No caso do Conselho de Ética da Câmara, já está em tramitação também uma representação do PT com pedido de cassação do mandato dele.
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Comentários (2)
Angelo Sanchez
11.07.2025 22:50É difícil viver num país onde um corrupto condenado foi eleito por muito pouco votos acima da metade e acabou dividindo o país e ainda persegue os políticos honestos que são os seus adversários. O mundo todo sabe que Bolsonaro é considerado um ex-governante honesto, que sempre respeitou a constituição e a democracia.
Joaquim Arino Durán
11.07.2025 20:56... e cadeia se por acaso regressar.