Governo Lula enfim anuncia data para ressarcir vítimas de fraude no INSS
Advogados e pensionistas poderão aderir ao acordo homologado pelo STF para receber os valores a partir de sexta-feira, 11
O governo Lula enfim anunciou nesta quinta-feira, 10, a data em que começará a ressarcir aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos no INSS.
A data prevista para início dos pagamentos é 24 de julho.
Os beneficiários prejudicados poderão aderir ao acordo para receber os valores a partir de sexta-feira, 11.
Os depósitos serão feitos em lotes diários a 100 mil aposentados e pensionistas.
“As primeiras pessoas aptas para utilizar essa funcionalidade são aquelas que contestaram e não obtiveram qualquer tipo de resposta em 15 dias”, disse o presidente do INSS, Gilberto Waller.
Conforme o anúncio, a devolução será feita em parcela única.
Os valores terão atualização monetária com base no IPCA, desde a data do desconto até a inclusão do pagamento na folha.
Segundo Waller, 1,8 milhão de assegurados “estão aptos” a aderir ao acordo.
O INSS diz ter recebido 3,8 milhões de contestações até agora.
Ao menos 3 milhões dos casos, quantidade equivalente a 81% deles, ficaram sem resposta das entidades associativas.
Adesão ao acordo
Como o reembolso não será automático, aposentados e pensionistas que contestaram os descontos precisarão manifestar formalmente ao governo que aceitam as regras do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal.
A autorização, diz o INSS, é necessária para que o beneficiário receba o dinheiro direto em sua conta bancária, sem a necessidade de acionar à Justiça.
Para aceitar o acordo, o beneficiário deve:
Acessar o aplicativo Meu INSS com CPF e senha.
Ir até “Consultar Pedidos” e clicar em “Cumprir Exigência” em cada pedido.
Rolar a tela até o último comentário, ler com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecionar “Sim”.
Clicar em “Enviar”.
Acordo homologado pelo STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou em 3 de julho um acordo que prevê a devolução integral e imediata de valores descontados de forma indevida de aposentados e pensionistas do INSS.
O acordo foi firmado entre a União, o INSS, o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no âmbito da ação protocolada pelo presidente Lula (PT) e o advogado-geral da União, Jorge Messias, com pedido para que fossem suspensos os processos e decisões judiciais que tratem da responsabilização da União e do INSS pelos descontos fraudulentos feitos por associações.
Pelo acordo, o ressarcimento será realizado por via administrativa, diretamente na folha de pagamento dos benefícios previdenciários.
O beneficiário que aderir ao pacto precisará concordar expressamente com o recebimento dos valores na esfera administrativa, mas terá o direito de pedir demais direitos em face das associações envolvidas, na Justiça estadual.
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Comentários (2)
Paulo Cesar Borges de Sousa
10.07.2025 15:39Ficar com o dinheiro roubado.
Emerson
10.07.2025 15:32E qual vai ser a punição para os perpetradores ?