Justiça determina retorno de ex-chefe da Polícia Civil do Rio à prisão
Allan Turnowski é acusado de atuar como agente duplo em favor de contraventores Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou nesta terça-feira, 8, o retorno do ex-secretário da Polícia Civil, o delegado Allan Turnowski, à prisão.
Por maioria, os desembargadores da 7ª Câmara Criminal revogaram a liminar que havia garantido liberdade a Turnowski.
No mês passado, o desembargador Marcius da Costa Ferreira havia autorizado a soltura do ex-secretário, mas com a imposição de medidas cautelares.
Em maio, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já tinha restabelecido a prisão preventiva de Turnowski, revertendo a determinação anterior do ministro Kassio Nunes Marques, que havia libertado o ex-secretário em 2022.
Histórico e Acusações
Allan Turnowski foi preso em setembro de 2022 por agentes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Ele teria atuado como um agente duplo em benefício de contraventores como Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio.
Iggnácio, por sua vez, foi assassinado em novembro de 2020.
Antes de sua passagem mais recente pela Secretaria de Polícia Civil (entre 2020 e 2022), Turnowski já havia ocupado o cargo de chefe de Polícia no período de 2010 a 2011, sob o governo de Sérgio Cabral.
Ele deixou a função na ocasião em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre um suposto vazamento da Operação Guilhotina.
Naquela apuração, Turnowski chegou a ser indiciado por violação de sigilo funcional, sob a suspeita de ter repassado dados a um policial que era alvo da operação.
O caso foi arquivado por falta de provas, e Turnowski sempre negou qualquer irregularidade.
A Operação Guilhotina resultou na prisão de 30 policiais civis e militares ligados a organizações criminosas, incluindo Carlos Oliveira, que era então considerado braço direito de Turnowski.
Leia mais: Ex-chefe da Polícia Civil do Rio volta à prisão por decisão do STF
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