Moraes nega pedido de Bolsonaro sobre suposto perfil de Cid
No despacho, o ministro afirmou que "não será admitido tumulto processual e pedidos que pretendam procrastinar o processo"
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira, 30, um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre uma suposta conta utilizada pelo tenente-coronel Mauro Cid no Instagram.
Na decisão, Moraes afirmou que “não será admitido tumulto processual e pedidos que pretendam procrastinar o processo”.
“O curso da ação penal seguirá normalmente, e a Corte analisará as questões trazidas no momento adequado”, continuou.
Perfil era de Cid?
O advogado Celso Vilardi, que integra a defesa de Bolsonaro, apresentou documentos ao Supremo Tribunal Federal para rebater a afirmação do tenente-coronel Mauro Cid de que não utilizava o perfil “@gabrielar702” para se comunicar sobre a sua delação premiada.
Ele pleiteava a manifestação da PGR sobre os dados apresentados pela Meta e Google em relação ao perfil de Instagram.
Na petição, Vilardi anexou documentos mostrando que a conta na rede social Instagram está vinculada ao e-mail “maurocid@gmail.com” e teria sido criada, em 2005, com “o nome de Mauro Cid” e a “data de nascimento 17 de maio de 1979”.
“De acordo com o ofício enviado pela empresa Meta, para que a conta “Gabrielar702” pudesse ser criada foi utilizado o e-mail “maurocid@gmail.com Verified)”. O que significa, sempre de acordo com as informações prestadas pela Meta, que este endereço de e-mail foi efetivamente “respondido” quando da verificação necessária para abertura e utilização da conta:
Por sua vez, a empresa Google também já trouxe aos autos as informações concernentes à conta de e-mail utilizada na criação do perfil de Instagram em questão, qual seja, “maurocid@gmail.com”. De acordo com o Google, trata-se de conta de e-mail criada há 20 anos, ainda nos idos de 2005, com o nome de Mauro Cid, data de nascimento 17 de maio de 1979“, diz trecho.
Com base em mapas de localização, o advogado de Jair Bolsonaro afirmava que os documentos indicavam que a conta havia sido criada “na residência do delator”.
O advogado Eduardo Kuntz, que compõe a defesa de Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, divulgou mensagens em que supostamente teria trocado com Cid através do Instagram.
Nas conversas, Cid teria dito que sua delação premiada foi dirigida para incriminar Bolsonaro. Com isso, Kuntz solicitou a anulação do acordo de colaboração premiada.
Já Mauro Cid afirmou à Polícia Federal (PF) que o perfil não era dele.
Leia mais: Perfil usado por Cid foi criado na casa do delator, diz defesa de Bolsonaro
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
30.06.2025 19:41Teatrinho do STF fingindo que existe um julgamento !!! Bolsonaro ja esta condenado faz mais de ano !!