Governo fecha maio com déficit de R$ 40,6 bi nas contas públicas
Imposto de Renda, especialmente o retido na fonte, impulsionou aumento da arrecadação
O governo Lula encerrou as contas no mês de maio de 2025 com um déficit primário de R$ 40,6 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira, 26.
As receitas arrecadadas foram inferiores aos gastos públicos, entre eles as despesas do governo com benefícios sociais, pagamento de funcionários e serviços públicos.
O resultado, contudo, ficou abaixo das expectativas do mercado.
A mediana nas projeções da pesquisa Prisma Fiscal, do Ministério da Fazenda, era de um déficit na ordem de R$ 62,2 bilhões.
O aumento na arrecadação foi beneficiado pelo Imposto de Renda, especialmente o retido na fonte.
As receitas de contribuição à Previdência Social também subiram em 8,1%.
Nas despesas, houve corte de R$ 9,5 bilhões nas áreas da saúde e educação.
Além disso, o gasto com benefícios previdenciários registrou uma retração de R$ 3,9 bilhões em comparação ao ano anterior.
De acordo com o Tesouro Nacional, a diferença no cronograma de pagamento dos precatórios, entre 2024 e 2025, ajudou o cenário.
“No que se refere à redução nas despesas primárias acumuladas no período janeiro a maio de 2025, a principal contribuição está na rubrica de Sentenças Judiciais e Precatórios (Custeio e Capital), que apresentou um decréscimo de R$ 31,3 bilhões, em razão de diferença nos cronogramas de pagamentos dos precatórios em 2024 e 2025”, diz trecho.
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Surra no Congresso
A tentativa de elevar a arrecadação, com as novas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), foi frustrada pelo Congresso Nacional na quarta, 25, ao derrubar o decreto.
Os líderes governistas, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Fernando Haddad, apelaram para a chantagem emocional. Segundo eles, o presidente Lula (PT) deseja apenas fazer “justiça tributária” ao mexer nos impostos.
“Para compensar essa perda de receita, o bloqueio e contingenciamento, que já são de R$ 31 bilhões, tudo o mais constante, terá que ser elevado para R$ 41 bilhões, resultando em risco de paralisação de programas como Auxílio Gás, Assistência Social, Minha Casa Minha Vida, Pé de Meia, entre outros”, reclamou a ministra das Relações Institucionais.
“A derrubada do decreto do presidente Lula sobre o IOF vai afetar o povo brasileiro. Teremos que fazer cortes em programas sociais e em direitos dos trabalhadores. Nós queremos que OS RICOS PAGUEM A CONTA! Entenda o que está em jogo, assista o vídeo e vamos à luta!”, escreveu o líder do PT na Câmara em seu perfil no X.
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