Abin Paralela usou drones e câmeras de ministérios para “fins políticos”, diz PF
Relatório final da corporação em relação às investigações sobre o grupo foi entregue ao Supremo Tribunal Federal na terça
O relatório final da Polícia Federal (PF) em relação às investigações sobre a chamada Abin Paralela diz que a estrutura do grupo foi usada para impulsionar manifestação contra as urnas eletrônicas e de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A corporação afirma que houve “desvio de recursos humanos, financeiros e tecnológicos” da Agência Brasileira de Inteligência para “fins estritamente políticos“.
Entre os exemplos citados no relatório, está o uso de drones da Abin em um ato a favor do voto impresso, realizado no Ceará em 2021. Os veículos aéreos não tripulados foram usados no “acompanhamento de manifestações públicas para fins de pautas pessoais e ideologicamente direcionadas”.
Segundo o relatório, “o ataque ao sistema eleitoral, também, contou com o produto da estrutura paralela, por exemplo, no uso de imagens de drones para fins políticos partidários por exemplo para defesa do voto impresso. Não somente de drones, mas, também, de câmeras instaladas em todos os ministérios“.
Ainda conforme o documento, um agente da Abin afirmou, em depoimento, que as imagens eram produzidas originalmente para “consumo interno” e a “segurança do presidente”.
A PF diz que foram instaladas câmeras “exclusivas” da Abin em toda a Esplanada dos Ministérios durante a gestão do hoje deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) na agência.
“Os drones não eram os únicos meios técnicos para geração de imagens para fins de propaganda política, posto que, também, estavam disponíveis câmeras em toda esplanada por meio de convênio com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial“, pontua o relatório.
Bolsonaro integrou “centro decisório”
O relatório foi entregue nesta terça-feira, 17, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A PF concluiu que Jair Bolsonaro fazia parte do “centro decisório” e era o “principal destinatário” das vantagens ilícitas obtidas pela Abin Paralela.
Segundo a corporação, esse núcleo central era “composto por figuras de alto escalão do governo à época, incluindo potencialmente o então Presidente da República JAIR MESSIAS BOLSONARO e seu filho, Vereador CARLOS NANTES BOLSONARO”.
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Comentários (1)
NIEMEYER FRANCO
18.06.2025 19:32Vergonha. Quando não é militar quatro estrelas, é um capitão fake com um pé na porta da cela.