Cid vai prestar depoimento à PF sobre caso Gilson Machado
O ex-ministro do Turismo foi preso em Recife por suspeita de obstrução de Justiça
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), irá prestar depoimento à Polícia Federal às 11h desta sexta-feira, 13, no âmbito do caso Gilson Machado.
O ex-ministro do Turismo foi preso por suspeita de obstrução de Justiça.
Conforme apurou O Antagonista, Cid foi alvo de busca e apreensão.
De acordo com a representação apresentada pela PGR, em 12 de maio, Gilson Machado esteve no consulado Portugal no Recife (PE) para viabilizar um passaporte para Mauro Cid. Além disso, os integrantes da PGR suspeitam que a campanha feita por Gilson Machado de arrecadação de fundos, na realidade, não iria beneficiar Jair Bolsonaro e sim a fuga de Mauro Cid.
A Polícia Federal resolveu instaurar uma nova investigação sobre a conduta de Mauro Cid após ter conhecimento de que, no último dia 30, os pais do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Agnes Barbosa Cid e Mauro Lourena Cid e a esposa, Gabriela Santiago Ribeiro Cid viajaram para os Estados Unidos.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, chegou a expedir um mandado de prisão contra Mauro Cid, mas reviu a decisão conforme informações obtidas junto aos advogados de Cid.
Mauro Cid no STF
Mauro Cid prestou na segunda-feira, 9, depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre a trama golpista.
No depoimento, o ex-ajudante de ordens afirmou que Jair Bolsonaro não somente recebeu a chamada minuta do golpe como também confirmou que fez alterações no texto.
“O presidente recebeu e leu [a minuta do golpe]. Ele, de certa forma, enxugou o documento, basicamente retirando as autoridades das prisões. Somente o senhor [Alexandre de Moraes] ficaria como preso. O resto, não”, disse Cid.
“Em termos de data, não me lembro bem. Foram duas, no máximo três reuniões em que esse documento foi apresentado ao presidente”, acrescentou.
Ele também afirmou que Bolsonaro se reuniu com o hacker Walter Delgatti Neto para discutir a possibilidade de as urnas eletrônicas serem fraudadas nas eleições de 2022.
Segundo Cid, quem marcou o encontro entre o hacker e o então presidente foi a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP).
A reunião ocorreu no Palácio da Alvorada, em Brasília, antes do pleito daquele ano. “Foi na hora do café da manhã, se não estou enganado. Eu cheguei depois. Eles chegaram bem cedo. O hacker estava levantando as hipóteses de como poderia ter sido feita a fraude e como se poderia descobrir essa fraude. E aí, no final da reunião, o presidente pediu para o general Paulo Sérgio receber esse hacker com a Carla Zambelli”, declarou Cid.
Paulo Sérgio Nogueira era ministro da Defesa na época.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)