"Judiciário não está legislando", diz Barroso sobre regulação das redes

16.09.2026

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“Judiciário não está legislando”, diz Barroso sobre regulação das redes
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Redação O Antagonista
2 minutos de leitura 04.06.2025 15:52 comentários
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“Judiciário não está legislando”, diz Barroso sobre regulação das redes

Presidente do STF defendeu o papel da Corte em abertura da sessão de retomada do julgamento sobre plataformas sociais

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2 minutos de leitura 04.06.2025 15:52 comentários 3
“Judiciário não está legislando”, diz Barroso sobre regulação das redes
Foto: Antonio Augusto/STF

Na abertura do julgamento sobre o Marco Civil da Internet, nesta quarta-feira, 4, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu o papel do Poder Judiciário na responsabilização das redes sociais, em meio às críticas à ideia de regulação.

“O Judiciário não está legislando. E muito menos regulando, em caráter geral, abstrato e definitivo as plataformas digitais”, disse.

Segundo o ministro, o possível entendimento da Corte em “estabelecer critérios” é “dever” e não configura “invasão a competência dos outros Poderes e muito menos tem a ver com censura”.

Barroso já havia votado – antes do julgamento ser interrompido após pedido de vista do ministro André Mendonça – defendendo que a retirada de conteúdo ofensivo à honra só ocorra mediante decisão judicial, embora reconheça um “dever de cuidado” das plataformas.

O ministro Gilmar Mendes disse que a retomada do julgamento representa  “nova chance” para o país debater uma regulação mais ampla do ambiente digital, porém, que deve haver participação do Legislativo e Executivo.

“Isso não pode se exaurir em uma decisão do tribunal. Terá de haver decisão legislativa e também medidas administrativas. Não se pode esperar que só o Supremo dê resposta”, disse em entrevista ao disse Globo.

Leia mais: Gilmar defende regulação das redes: “Não tem nada a ver com censura”

Regra do Marco Civil

O STF retoma nesta quarta o julgamento do Artigo 19 do Marco Civil da Internet.

O trecho isenta plataformas de responsabilidade por publicações de usuários e exige ordem judicial para a remoção de conteúdo.

O relator, Dias Toffoli, votou pela inconstitucionalidade do artigo. Para ele, empresas devem agir após notificações extrajudiciais e podem ser responsabilizadas mesmo sem ordem judicial em casos graves.

Luiz Fux acompanhou Toffoli, afirmando que o artigo atual coloca as redes em uma “zona de conforto”.

O ministro André Mendonça pediu vista e ainda não votou.

Gilmar Mendes também não apresentou seu voto, mas sinalizou que o país precisa avançar em mecanismos de responsabilização.

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Comentários (3)

Denise Pereira da Silva

04.06.2025 18:35

Com essa frase humorística, “o judiciário não está legislando”, Barroso deveria ser enquadrado no mesmo processo do humorista Leo Lins por “injúria à minoria”. A minoria, nesse caso, seriam os brasileiros intelectualmente honestos (cada vez mais raros), que não caem nesse papinho de Zé Mané.


Marian

04.06.2025 17:55

A confecção de lei é atribuição do Congresso, eleito pela população e essa matéria já tem lei! Essa medida desesperada, não irá  atingir aos seus propósitos! E talvez piore tudo. Qual é a dificuldade em enxergar isso? 


Fabio B

04.06.2025 17:08

Quem tem a competência para legislar é o Congresso Nacional e ponto final. O Legislativo já analisou o famigerado PL da censura e, com toda legitimidade, decidiu não avançar, reconhecendo que o Marco Civil da Internet já dá conta do recado. Se o STF insiste em enfiar uma regulamentação goela abaixo, está escancaradamente atropelando a Constituição e usurpando uma função que não lhe pertence. É um abuso gravíssimo, ainda mais tratando-se de um tema tão sensível, que deve ser tratado por quem tem mandato popular, e não por uma corte que age cada vez mais como um poder acima dos outros, com decisões casuísticas e autoritárias. Isso é inaceitável em qualquer "democracia" séria.


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