Líder do PT vai depor em inquérito sobre Eduardo Bolsonaro na próxima semana
Petista diz ter documentos e vídeos com declarações de Eduardo contrárias aos interesses nacionais, ao STF e a Moraes
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), vai depor na próxima segunda-feira, 2, às 15h, na Polícia Federal (PF), no inquérito aberto por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar suposta atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.
Na decisão em que determinou a abertura da investigação, também atendendo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes ordenou ainda que a PF realize a oitiva de Lindbergh. O magistrado estabeleceu um prazo de dez dias para que isso seja feito.
Na semana passada, o líder do PT na Câmara protocolou uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República pedindo a prisão de Eduardo.
Em publicação no X (antigo Twitter), o petista acusou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de promover uma “campanha sórdida, ao colaborar com políticos dos EUA” para atacar o Supremo Tribunal Federal com intuito de interferir no julgamento de seu pai sobre a tentativa de golpe.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, anexou a representação à petição que protocolou no STF para que fosse aberto o inquérito sobre Eduardo Bolsonaro, e é por causa dela que pediu que fosse determinada a oitiva do congressista do PT na investigação.
Lindbergh comentou sobre seu futuro depoimento, em publicação no X, nesta sexta-feira. “O STF realiza julgamento sobre golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, cujo principal réu é o pai do deputado [Eduardo], o ex-presidente Jair Bolsonaro”, escreveu.
“Reunimos registros de inúmeras publicações em redes sociais do deputado licenciado para confirmar as acusações feitas na representação que enviamos à PGR. Temos um conjunto de documentos, vídeos e textos com diversas declarações do político do PL feitas nos EUA e frontalmente contrárias aos interesses nacionais, ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes”.
Na sequência o petista acusa o parlamentar do PL de crime: “Eduardo Bolsonaro, ao espalhar mentiras sobre as instituições brasileiras e a democracia no País, pratica coação no curso do processo contra o STF durante o julgamento dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado. Ele está usando uma potência estrangeira para tentar proteger seu paj, numa flagrante atitude de atentar contra a soberania nacional”.
O inquérito aberto por ordem de Moraes investiga a suposta prática, por Eduardo, dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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